Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES

Palavras-chave | Keywords

"Boca do Rio" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Gentes & Paisagens" "Gentes de Vila do Bispo" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menires de Vila do Bispo" "Paisagens de Vila do Bispo" "Tales from the Past" "Vale de Boi" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura arte Arte Rupestre Artefactos Baleeira Barão de São Miguel Base de Dados Bibliografia biodiversidade Budens Burgau Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação Educação Patrimonial EPAC Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Figueira Filme Forte Fotografia Geographia Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade do Bronze Idade do Ferro Idade Média Idade Moderna Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape marisqueio Medieval-Cristão Megalitismo menires Mesolítico Mirense mitos & lendas Moçarabe Moinhos Museologia Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo NIA-VB Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Pré-história Proto-história Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque Referências RMA Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema Santos Rocha São Vicente Seascape Toponímia Vila do Bispo Villa Romana
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Acompanhamento Arqueológico nas obras do Sistema Interceptor e Elevatório de Vila do Bispo e Sagres


Nos últimos meses, em diversos pontos do Concelho de Vila do Bispo, tem decorrido uma série de intervenções no âmbito da execução do “Sistema interceptor e elevatório de Vila do Bispo e Sagres”. Trata-se de um projeto que, tendo como entidade promotora a empresa ÁGUAS DO ALGARVE, S.A., foi concebido como solução de transporte dos efluentes gerados nas povoações de Sagres, Hortas do Tabual, Raposeira e Vila do Bispo, através da construção de um conjunto de sistemas elevatórios e intercetores que canalizem esses efluentes para a nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila do Bispo, inaugurada no dia 24 de março de 2016 junto à ponte da Granja.
Toda as fases desta extensa obra têm sido monitorizadas, em sede de Acompanhamento Arqueológico, pelos arqueólogos José António Pereira e Rosa Mateos, da empresa NOVARQUEOLOGIA – Arqueologia, Informática e Serviços, Lda.
Ainda antes do início das obras, foram realizadas prospeções arqueológicas ao longo do traçado da conduta e no perímetro das infraestruturas a construir. As prospeções tiveram por objetivo o reconhecimento de ocorrências patrimoniais de interesse arqueológico, etnográfico e arquitectónico, localizadas na área de afetação direta do projeto, e a definição de medidas de minimização de eventuais impactos no património cultural.
Com base na pesquisa bibliográfica e nas prospeções arqueológicas realizadas no terreno, verificou-se que o traçado da conduta atravessaria uma zona de elevada sensibilidade arqueológica, compreendida entre o Alto das Barradas e a Ribeira da Serra da Borges, na Raposeira. À superfície do terreno foi identificada uma significativa mancha de materiais, sobretudo de cronologia romana, incluído um menir anteriormente referenciado que terá sido amputado para presumível reutilização enquanto peso de lagar.
Atendendo à área de dispersão dos materiais, e de forma a minimizar os impactes da obra em eventuais contextos arqueológicos ocultos no subsolo, os arqueólogos responsáveis pelos trabalhos de acompanhamento sugeriram adequadas medidas preventivas, designadamente um conjunto de sondagens mecânicas, controladas arqueologicamente, ao longo de um troço de 400 metros, numa área total de 50m2.
Numa dessas sondagens foi identificada uma estrutura aparentemente destinada à captação e armazenamento de água. Depois de escavada manualmente, a estrutura apresentou uma planta definida exteriormente por um anel circular em argamassa e um poço central rectangular em alvenaria argamassada. Foi escavado até aos 4 metros de profundidade, atingindo-se o nível freático.
Quanto à cronologia da estrutura, ainda não foram recolhidos elementos suficientes para uma datação precisa. Considerando, por associação direta, os materiais arqueológicos registados na área envolvente, a construção poderá enquadrar-se em época romana, tardo-romana, medieval ou mesmo sub-atual. A avaliação possível ao momento concorre para uma estrutura relativamente recente, de Idade Moderna ou Contemporânea.
A estrutura foi devidamente registada e será poupada com um ligeiro desvio do traçado da conduta, sendo novamente enterrada e protegida com uma manta geotêxtil para memória futura.
A correta articulação entre todas as partes envolvidas num processo desta monta, nomeadamente entre os proprietários dos terrenos intervencionados, o dono de obra (ÁGUAS DO ALGARVE, S.A.), os arqueólogos de acompanhamento, o arqueólogo municipal e a tutela do património cultural (Direção Regional de Cultura), permitiu precaver atrasos decorrentes de intervenções arqueológicas, a produção de informação científica relativa à história da presença humana no território e a minimização de impactos no património cultural.

Registo fotográfico e modelo 3D da estrutura escavada na Raposeira:


Biodiversidade dos Charcos Temporários de Vila do Bispo

projeto LIFE CHARCOS - LPN

à descoberta do Triops vicentinus

Centro de Interpretação de Vila do Bispo
3 abril 14h30 | domingo

à descoberta da fauna noturna - morcegos e anfíbios

Centro de Interpretação de Vila do Bispo
8 abril 19h15 | 6.ª feira


Guias-Intérpretes visitam o património megalítico de Vila do Bispo

No dia 29 de fevereiro a Associação Portuguesa de Guias-Intérpretes e Correios de Turismo promoveram uma visita ao Concelho de Vila do Bispo, no âmbito das ações de formação e de reciclagem dos seus associados. Para o efeito, a AGIC solicitou ao arqueólogo da Câmara Municipal de Vila do Bispo uma visita guiada ao património megalítico do Concelho, no sentido do enriquecimento de conhecimentos sobre um território que os seus associados regularmente visitam, diversificando, assim, os pontos de interesse em futuras visitas.
No período da manhã o grupo visitou o menir do Padrão, na Raposeira, o monumento megalítico melhor preservado do Concelho e com mais informação associada. Depois do almoço, num dos restaurantes típicos de Vila do Bispo, seguiu-se um percurso pedestre de cerca de 3 km, ao longo do Roteiro Megalítico do Monte dos Amantes, entre a “Pedra Escorregadia”, o Monte dos Amantes e o Cerro do Camacho, pequena elevação de onde se pôde avistar o Promontorium Sacrum, recuperando-se, in loco, alguns curiosos relatos produzidos por autores greco-romanos entre o século IV a.C. e o século IV d.C. Por fim, e complementarmente, o grupo foi convidado a visitar a Praia da Salema e um trilho de pegadas de dinossauro Iguanodontídeo.
Por seu turno, no passado dia 21 de março, um grupo de Guias-Intérpretes do Algarve também organizou uma visita ao território de Vila do Bispo, desta feita solicitando especificamente um passeio guiado no Roteiro Megalítico do Monte dos Amantes, ao longo do qual foi possível observar uma série de menires perfeitamente integrados num discurso paisagístico de 1.ª grandeza natural e cultural.
A visita terminou com uma tradicional tiborna, pão com chouriço, bolos quentes e chás aromáticos, produzidos “na hora” pela Família Pedro. A Casa Família Pedro é um Alojamento Local, “à beira” dos menires da Pedra Escorregadia, que nos últimos dois anos se associou a um projeto designado de “Iluminados Passeios Noturnos”, com o qual se tem pretendido lançar pontes entre o património megalítico e a economia local e desenvolver estratégias de valorização de sítios e monumentos do Concelho.
Com estas visitas guiadas a Câmara Municipal de Vila do Bispo pretende facultar a transmissão de conteúdos informativos e formativos e a promoção de diferenciados produtos de turismo cultural.


Menires, Páscoa e Calendários - histórias em torno do Equinócio da Primavera

No passado domingo, dia 20 de março, o Centro de Interpretação de Vila do Bispo assinalou o 1.º dia da Primavera com uma iniciativa que pretendeu contextualizar a entrada da estação com um conjunto fenómenos astronómico, acontecimentos históricos e manifestações culturais:
  • O Equinócio da Primavera;
  • A 1.ª Lua Cheia após o Equinócio da Primavera (19h02 do dia 23 de março, próxima 4.ª feira) e a sua relação com a orientação de monumentos megalíticos na Pré-história e, mais tarde, com a marcação da data da Páscoa nos calendários Judaico-Cristãos;
  • A necessidade e a evolução dos calendários astronómicos enquanto mecanismos de orientação religiosa, económica e política nas sociedades europeias;
  • Possíveis reflexos equinociais na implantação e orientação de menires na área do grande Cabo Sacrum.

Tratou-se de mais uma iniciativa decorrente do Projeto de investigação “ArqueoAstronomia Paisagística no Megalitismo Menírico de Vila do Bispo vs interfluvial Bensafrim-Odiáxere”, promovido pelo Eng.º Fernando Pimenta (Astrónomo membro da Sociedade Europeia para a Astronomia na Cultura) e Ricardo Soares (Arqueólogo da Câmara Municipal de Vila do Bispo).




II ação Astro-Arqueológica: Menires, Páscoa e Calendários

Histórias em torno do Equinócio da Primavera

20 março 2016

Iniciativa no âmbito do projeto de investigação
ArqueoAstronomia Paisagística no Megalitismo Menírico de Vila do Bispo vs interfluvial Bensafrim-Odiáxere





























Depois de reunidos mais de 150 participantes na “I Maratona Astro-Arqueológica nos Menires de Vila do Bispo”, iniciativa decorrida no dia 27 de setembro de 2015, convidamos todos os interessados a marcar presença na “II ação Astro-Arqueológica: Menires, Páscoa e Calendários – histórias em torno do Equinócio da Primavera, agendada para o próximo dia 20 de março com o seguinte programa:

Dia 20 de março (domingo) 15h00
Centro de Interpretação de Vila do Bispo:
  • O Equinócio da Primavera: enquadramento teórico, possíveis relações astro-megalíticas.
  • Contextualização cultural de simbolismos associados às Luas Cheias Equinociais e algumas curiosidades da História da Astronomia e dos seus reflexos na vida quotidiana das sociedades, desde a Pré-história aos nossos dias, a nível religioso, político e económico.
  • Apresentação de alguns resultados do projeto de investigação “ArqueoAstronomia Paisagística no Megalitismo Menírico de Vila do Bispo vs interfluvial Bensafrim-Odiáxere”.

Organização e orientação das atividades:
Eng.º Fernando Pimenta
Astrónomo membro da Sociedade Europeia para a Astronomia na Cultura
Ricardo Soares
Arqueólogo da Câmara Municipal de Vila do Bispo

Remoção e transporte de menir da Praia da Ingrina para futura valorização museológica


No dia 17 de março, na sequência das intervenções do Projeto de Arranjo da Orla Costeira da Praia da Ingrina – Polis Litoral Sudoeste (Raposeira, Vila do Bispo), a Câmara Municipal de Vila do Bispo procedeu à remoção e transporte de um menir localizado na zona de estacionamento da referida praia, com o objetivo de libertar a área para conclusão dos trabalhos previstos.
A decisão foi tomada em estreita articulação entre o arqueólogo municipal, Ricardo Soares, a arqueóloga responsável pelo acompanhamento arqueológico da obra, a Dr.ª Brígida, e a respetiva entidade tutelar, a Direção Regional de Cultura do Algarve. 
Para o efeito, tomou-se em consideração o facto de o megálito já não se encontrar no seu contexto original de implantação, sendo a sua origem desconhecida, presumindo-se ser proveniente de contextos megalíticos conhecidos nas imediações, designadamente da área do Padrão; de se apresentar em bom estado de conservação, preservando na face visível numerosas decorações de tipo “fossetes” (“covinhas”); de se encontrar em posição horizontal, situação que concorre para danos de erosão corrosiva por dissolução do calcário; de não se encontrar valorizado e de existir risco de roubo no contexto atual pelas suas dimensões aparentemente reduzidas.
A operação de remoção e transporte do menir foi orientada pelo arqueólogo municipal e competentemente concretizada pelo zelo dos funcionários da Autarquia, José Carlos Mateus e José Cabrita. 
O megálito foi alvo de uma preliminar lavagem, sendo então provisoriamente armazenado em instalações municipais no sentido da sua conservação, estudo e futura valorização museológica.