Feliz quem tem uma PEDRA em SAGRES

Palavras-chave | Keywords

"Boca do Rio" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Gentes & Paisagens" "Gentes de Vila do Bispo" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menires de Vila do Bispo" "Paisagens de Vila do Bispo" "Tales from the Past" "Vale de Boi" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura Arte Rupestre Artefactos Baleeira Barão de São Miguel Base de Dados Bibliografia Budens Burgau CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação EPAC Educação Patrimonial Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Figueira Filme Forte Fotografia Geographia Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade Moderna Idade Média Idade do Bronze Idade do Ferro Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape Medieval-Cristão Megalitismo Mesolítico Mirense Moinhos Moçarabe Museologia NIA-VB Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Proto-história Pré-história RMA Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque Referências Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema Santos Rocha Seascape São Vicente Toponímia Vila do Bispo Villa Romana arte biodiversidade marisqueio menires mitos & lendas
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CONQUEST: Castelejo Revisitado 2021

O Concheiro do Castelejo, importante sítio arqueológico localizado a montante na vertente direita do vale que desagua na praia do Castelejo, em Vila do Bispo, foi revisitado em outubro de 2021 no âmbito do projeto arqueológico “Estratigrafias conquíferas da neolitização na região do Cabo de São Vicente: estudo multidisciplinar”. 
Sob o acrónimo CONQUEST, trata-se de um Projeto de Investigação Plurianual de Arqueologia (PIPA), a desenvolver entre 2021 e 2024 sob a coordenação científica de Carlos Duarte Simões, investigador associado ao ICArEHB - Interdisciplinary Center for Archaeology and the Evolution of Human Behaviour, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve. 
Mais concretamente, a iniciativa científica pretende estudar os processos de formação estratigráfica de concheiros arqueológicos do ponto de vista microestratigráfico, através do seu estudo micromorfológico, sobretudo no contexto de transição do período Mesolítico para o Neolítico, com a finalidade de melhor compreender as transformações, em termos de adaptação costeira, entre os arcaicos grupos de caçadores-recolectores e as emergentes populações de produtores agro-pastoris. 
Para o efeito, são explorados dois concheiros previamente conhecidos e escavados arqueologicamente: o concheiro da praia do Castelejo, em Vila do Bispo, e o concheiro da Rocha das Gaivotas, em Sagres. 
Os novos trabalhos, encetados em setembro e outubro de 2021, consistiram em prospeções geofísicas das áreas onde se conservam os depósitos arqueológicos, para estimativa da extensão dos mesmos, seguindo-se a relocalização dos antigos cortes de escavação, realizados na década de 1980, e a recolha de amostras para novos estudos, com o recurso a técnicas e metodologias atuais, sendo para tal necessário proceder a escavações de pequenas áreas. 
Integrado em Domínio Público Municipal, o Concheiro do Castelejo foi objeto de pioneiras campanhas de escavação arqueológica entre 1985 e 1989, sob a responsabilidade de Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares, do MAEDS - Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal.


















História do Mês N.º 57 - MENIRES DE VILA DO BISPO, as primeiras pedras de um monumental fenómeno megalítico de escala europeia

Iniciada em janeiro de 2015, a História do Mês consiste numa iniciativa de investigação e divulgação cultural promovida pelo Centro de Interpretação de Vila do Bispo, com a qual se apresenta, mensalmente, um tema relativo ao riquíssimo e diversificado património natural e cultural disponível no nosso território. Além da investigação, valorização, difusão e partilha sociocultural de determinados apontamentos e curiosidades da memória coletiva do concelho e das gentes de Vila do Bispo, pretende-se, com esta iniciativa, provocar hábitos de visita aos nossos equipamentos culturais e museológicos.

Em setembro de 2019, na 57.ª edição da História do Mês, partilhamos um artigo recentemente publicado, no dia 16 de abril, pelo jornal Diário de Notícias, sob o título "Stonehenge foi feito por antepassados de portugueses", dando conta de recentes investigações científicas que vão precisamente no sentido daquilo que temos vindo a defender relativamente à génese e importância dos menires do atual território de Vila do Bispo: as primeiras pedras de um monumental fenómeno megalítico de escala europeia!

História do Mês de Março | nos alvores do Neolítico regional: um povoado na Cabranosa com cerâmica cardial

A 'História do Mês' consiste numa iniciativa expositiva do Centro de Interpretação de Vila do Bispo iniciada em janeiro de 2015 onde, mensalmente, se apresenta um objeto e um associado discurso informativo. Além da divulgação, partilha e valorização de determinados apontamentos e curiosidades da memória coletiva do território, pretende-se, com esta iniciativa, provocar hábitos de visita ao nosso equipamento cultural.

Em março de 2016 sugerimos mais uma viagem no tempo, desta feita até aos primeiros dias do Neolítico regional. Tendo por palco o sítio arqueológico da Cabranosa, em Sagres, contaremos a história de um pequeno grupo de pioneiros pastores-agricultores e dos vestígios da sua presença, designadamente potes cerâmicos particularmente significativos...


Escavação da jazida arqueológica do abrigo de Vale de Boi 2014 | Budens

No concelho de Vila do Bispo, o mês de Agosto de 2014 foi em boa parte dedicado à Arqueologia. 
Uma equipa de arqueólogos liderados pelo Professor Nuno Bicho, da Universidade do Algarve, dedicaram este mês de Verão a mais uma campanha de escavações na jazida arqueológica de Vale de Boi, na freguesia de Budens. 
A par dos trabalhos no terreno, Agosto arrancou com a exposição 'No fim do mundo há 30 Mil Anos atrás: Os Caçadores-Recolectores Pré-Históricos de Vale de Boi', inaugurada no Centro de Interpretação de Vila do Bispo, no dia 8. Esta mostra, patente até ao dia 30 de Setembro, apresenta uma retrospectiva dos trabalhos arqueológicos desenvolvidos até ao momento, mostrando uma panorâmica dos 15 anos da história dos trabalhos na jazida de Vale de Boi, debruçando-se, particularmente, sobre os dados relativos à economia, sociedade e tecnologia dos mais antigos caçadores-recolectores da nossa espécie, conhecidos em todo o sul peninsular. 
Entretanto, na encosta do abrigo paleolítico de Vale de Boi, os trabalhos foram decorrendo a bom ritmo, reunindo mais alguns preciosos fragmentos de uma longínqua história, os ténues ecos da vida quotidiana destes nossos remotos antepassados.
Este importante sítio arqueológico foi descoberto em 1998, na sequência de trabalhos de prospecção nos vales fluviais da Costa Vicentina. Situada a leste da Ribeira de Vale de Boi, sobranceira e dominante sobre a actual localidade com o mesmo nome, a jazida localiza-se a cerca de 2 km da actual linha de costa. Os vestígios arqueológicos apresentam uma dispersão superior a 10 000 m2, ocupando a vertente esquerda do vale, sendo limitada a este por um afloramento calcário com 10 m de altura e a oeste pelo aluvião da ribeira.
Os trabalhos de escavação tiveram início no ano de 2000, pautando-se pela intervenção em três áreas distintas da jazida, revelando, desde então, uma longa sequência cronológica, iniciada há cerca de 33 mil anos.
Para além de inúmeros artefactos relacionáveis com a caça (nomeadamente pontas de seta) e com outras actividades quotidianas, foram também exumados milhares de ossos de animais caçados, designadamente de veado, de auroque (boi gigante entretanto extinto), de cavalo, de javali e de coelho, que terão servido para a alimentação destes caçadores-recoletores; bem como de leão, de lobo, de raposa e de lince, provavelmente caçados devido às suas peles. O marisqueio também fazia parte da alimentação destas primeiras comunidades humanas do Algarve. Ainda de realçar a descoberta de elementos de arte móvel, característica do período paleolítico na Península Ibérica, designadamente uma interessante peça de xisto, gravada com a ilustração esquemática de 3 presumíveis auroques, e que pode ser observada na já referida exposição.

Dia Aberto no abrigo de Vale de Boi | 2014 | Budens

23 AGOSTO | 10:00 - 16:00 h
No decorrer do mês de Agosto, a jazida arqueológica do abrigo paleolítico (e do Neolítico Antigo) de Vale de Boi (Budens) foi alvo de mais uma campanha de escavações, dirigida pelo Professor Nuno Bicho da Universidade do Algarve. 
No Sábado, dia 23, entre as 10 e as 17 horas, a equipa, apoiada pelo arqueólogo municipal de Vila do Bispo, recebeu 95 visitantes residentes no concelho, mas também provenientes de outras paragens, destacando-se a atenção de 15 crianças que tiveram a oportunidade de contactar com a realidade de uma importante escavação arqueológica.


Visite, também, a Exposição "No Fim do Mundo há 30 Mil Anos", patente até dia 30 de Setembro no Centro de Interpretação de Vila do Bispo, onde poderá observar os resultados de 15 anos de investigação na jazida arqueológica de Vale de Boi.