Feliz quem tem uma PEDRA em SAGRES

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"Boca do Rio" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Gentes & Paisagens" "Gentes de Vila do Bispo" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menires de Vila do Bispo" "Paisagens de Vila do Bispo" "Tales from the Past" "Vale de Boi" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura Arte Rupestre Artefactos Baleeira Barão de São Miguel Base de Dados Bibliografia Budens Burgau CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação EPAC Educação Patrimonial Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Figueira Filme Forte Fotografia Geographia Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade Moderna Idade Média Idade do Bronze Idade do Ferro Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape Medieval-Cristão Megalitismo Mesolítico Mirense Moinhos Moçarabe Museologia NIA-VB Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Proto-história Pré-história RMA Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque Referências Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema Santos Rocha Seascape São Vicente Toponímia Vila do Bispo Villa Romana arte biodiversidade marisqueio menires mitos & lendas
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O Celeiro da História de Vila do Bispo na Antena1


Entrevista do arqueólogo municipal de Vila do Bispo, Ricardo Soares, para o programa "Portugal em Direto" da Antena1, sobre o projeto Museu Municipal de Vila do Bispo - O Celeiro da História, em 11 de fevereiro de 2022

minuto 13:09

Apresentação do projeto "Museu Municipal de Vila do Bispo, o Celeiro da História"



O serão do passado dia 21 de fevereiro foi dedicado à apresentação pública do projeto “Museu Municipal de Vila do Bispo, o Celeiro da História”.
Integrada no programa de celebrações do Dia do Município de Vila do Bispo 2022, Dia de São Vicente, a iniciativa teve lugar no Auditório do Centro Cultural de Vila do Bispo e contou com a presença de 50 participantes. Conduzida pelo arqueólogo municipal, Ricardo Soares, e pelo responsável pela empreitada museográfica, Paulo Monteiro, da Gloribox, a apresentação teve por objetivo partilhar publicamente, pela primeira vez e junto da Comunidade Vilabispense, as seguintes informações relativas ao referido projeto museológico:

• os valores e a diversidade do Património Local, Natural e Cultural, Material e Imaterial;
• a necessidade, o espírito e a missão do Museu Municipal;
• a história e a tramitação do processo museológico de Vila do Bispo;
• os conceitos de Museu do Território e de Museu da Paisagem;
• a narrativa e os discursos museológicos;
• o espólio/acervo e as coleções museológicas;
• as opções expositivas e as arquiteturas museográficas;
• a identidade gráfica e institucional do futuro Museu Municipal.

Na sua parte final, a apresentação contou, também, com o contributo da Senhora Presidente da Câmara Municipal, Dr.ª Rute Silva, que informou e esclareceu os presentes sobre questões de ordem financeira, contratual e processual, e sobre as candidaturas e os financiamentos já garantidos e em curso, fundamentais para minimizar o investimento do Município.
De registar o significativo interesse da Comunidade presente na apresentação do seu “Museu Municipal de Vila do Bispo, o Celeiro da História”, demonstrando que se trata de um projeto verdadeiramente participativo e inclusivo, de todos e para todos, que garantirá, em breve, o acolhimento, a salvaguarda, a conservação, a valorização e a transmissão, às futuras gerações, de uma riquíssima e particularmente diversificada herança coletiva, única à escala global, extraordinariamente representativa da História Natural e Cultural do atual território concelhio de Vila do Bispo.











Do terreno ao Museu - percursos da investigação arqueológica no território de Vila do Bispo

Artigo: Concelho de Vila do Bispo tem mais de 200 novos sítios arqueológicos para se estudar
Texto: Daniel Pina
Fotografia: Ricardo Soares/Município de Vila do Bispo

Algarve Informativo #213 (03 agosto 2019)

História do Mês N.º 56 - José dos Santos Formosinho: exploração arqueológica regional e a criação do Museu Municipal de Lagos

Iniciada em janeiro de 2015, a História do Mês consiste numa iniciativa de investigação e divulgação cultural promovida pelo Centro de Interpretação de Vila do Bispo, com a qual se apresenta, mensalmente, um tema relativo ao riquíssimo e diversificado património natural e cultural disponível no nosso território. Além da investigação, valorização, difusão e partilha sociocultural de determinados apontamentos e curiosidades da memória coletiva do concelho e das gentes de Vila do Bispo, pretende-se, com esta iniciativa, provocar hábitos de visita aos nossos equipamentos culturais e museológicos.

Em agosto de 2019, na 56.ª edição da História do Mês, continuamos a evocar pioneiras personagens dos alvores da história da investigação arqueológica em terras de Vila do Bispo. Depois de Estácio da Veiga, Santos Rocha e José Leite de Vasconcellos, segue-se mais um justo tributo, desta feita a José dos Santos Formosinho (1888-1960), ilustre lacobrigense que também explorou as paisagens arqueológicas do Concelho de Vila do Bispo, tendo fundado em Lagos, no ano de 1930, o Museu Municipal Dr. José Formosinho.


História do Mês n.º 42 - ANTÓNIO SANTOS ROCHA: arqueólogo, coletor, colecionador e museólogo da Figueira da Foz e as suas explorações na ruínas Lusitano-Romanas da Boca do Rio

Inaugurada em janeiro de 2015, a ‘História do Mês’ consiste numa iniciativa expositiva do Centro de Interpretação de Vila do Bispo, com a qual se apresenta, mensalmente, um objeto e/ou um associado discurso informativo. Além da investigação, valorização, divulgação e partilha sociocultural de determinados apontamentos e curiosidades da memória coletiva do território, pretende-se, com esta iniciativa, provocar hábitos de visita aos nossos equipamentos culturais.

No mês de junho de 2018, a nossa 42.ª História do Mês aborda os contributos de um dos pioneiros da investigação arqueológica no Concelho de Vila do Bispo, o Dr. António Santos Rocha, arqueólogo, coletor, colecionador e museólogo da Figueira da Foz que também explorou o contexto Lusitano-Romano da Boca do Rio, na Freguesia de Budens.

Visite-nos no Centro de Interpretação de Vila do Bispo!


Santos Rocha na Boca do Rio: arqueólogo explorador, coletor, colecionador e museólogo da Figueira da Foz


Santos Rocha, homem de Letras e arqueólogo _todo o terreno_
Santos Rocha no Algarve

No ano de 1849 é criada, em Lisboa, a Sociedade Archeologica Lusitana, com a fundadora missão de inaugurar a investigação arqueológica nacional em pioneiras escavações nas ruínas romanas de Tróia, na margem esquerda da foz do Rio Sado, momento que marcou o arranque institucional da ciência arqueológica em Portugal.
Três anos depois, em 1853, nasce, na Figueira da Foz, António Augusto dos Santos Rocha, filho pródigo do Iluminismo e do pensamento racionalista da modernidade industrial da segunda metade do século XIX.
Na primeira metade da década de 70 de Oitocentos, sob a inspiradora égide de pioneiras personagens da Arqueologia e da Etnologia portuguesas, Santos Rocha substitui, decididamente, a advocacia pela atividade arqueológica, aplicando a sua privilegiada condição, de primogénito de uma abastada família burguesa, na investigação e na divulgação científica, custeando as suas próprias explorações e adquirindo raros objetos culturais para a sua crescente coleção ainda particular.
Foram especialmente profícuas as suas incursões científicas em terras algarvias. Na esteira de Sebastião Filipes Martins Estacio da Veiga, vanguardista da investigação arqueológica da região, Santos Rocha explora diversos contextos arqueológicos no Algarve, promovendo peculiares “excursões científicas”, organizadas em quatro viagens, entre 1894 e 1906. Justifica estas jornadas a Sul com o objetivo programático de identificar paralelos com achados pré e proto-históricos do Baixo Mondego e de outros locais do País, com vista à definição de uma origem comum nos alvores da existência do chamado “Homem Português”, epíteto devido a José Leite de Vasconcelos, sua contemporânea referência e fundador d’O Arqueólogo Português, em 1895, e do Museu Etnológico de Belém, em 1893, futuro Museu Nacional de Arqueologia.
Em menos de 30 anos, Santos Rocha sistematiza e concretiza, de forma exemplarmente bem-sucedida, um completo programa arqueológico que o legitima, na história da Arqueológica Portuguesa, enquanto investigador de “corpo inteiro”: no dia 6 de maio do ano de 1894, na qualidade de fundador e diretor, inaugura o Museu Municipal da Figueira da Foz, em 1898 institui a Sociedade Archeologica da Figueira, dando estampa, em 1904, ao respetivo Boletim, e, em 1905, ao Catálogo do Museu.
No Algarve, foram diversos os contextos arqueológicos onde se deteve, percorrendo algumas das referências publicadas por Estacio da Veiga, entre 1886 e 1891, nos 4 volumes das suas Antiguidades Monumentaes do Algarve - Tempos Prehistóricos. Claro que também visitou o Concelho de Vila do Bispo! Na Freguesia de Budens, na Praia da Boca do Rio, ainda encontrou os vestígios da escavação ali promovida por Estacio da Veiga, em 1878. Junto às ruínas Lusitano-Romanas, reveladas pelo tsunami de 1755, Santos Rocha realizou algumas sondagens e recolheu diversos materiais, desde então integrados nas reservas do seu Museu, na Figueira da Foz.
Um século depois, em maio de 2018, visitámos este impressionante museu, o seu acervo expositivo e as suas reservas, designadamente os materiais arqueológicos oriundos do estabelecimento Romano da Boca do Rio, previamente identificados na bibliografia e no Catálogo produzidos por Santos Rocha no dealbar do século XX. Entre estes achados recolhidos pelo autor, destacam-se fragmentos de mármore, de estuque pintado a fresco, de diversas peças cerâmicas, de sigillatas, de peças de vidro, uma agulha de osso e alguns pesos de rede globulares em cerâmica.
Além do contacto direto com os materiais, foram recolhidas associadas informações bibliográficas e registadas algumas fotografias documentais, ficando um justo e especial agradecimento ao corpo técnico que, de forma francamente amável, nos acolheu numa visita à exposição permanente, à exposição de Curiosidades e Colecionismo e à área de reservas.
Ao longo da sua existência, o Museu Municipal Santos Rocha conheceu diversas fases museológicas e sucessivas reinstalações em diferentes espaços físicos. Até 1899 ocupou a Casa do Paço, sendo deslocado, em 1910, para o edifício dos Paços do Concelho, onde se manteve até 1975, data em que se transferiu para o atual edifício, arquitetura construída para o efeito com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Museu Municipal da Figueira da Foz

Santos Rocha descreve a Praia da Boca do Rio em Março 1896


Os materiais romanos da Boca do Rio

Museus & Gestão: novas Pontes para a Sociedade

Comissão Nacional Portuguesa do 
Conselho Internacional do Museus
Museu de Portimão | 31 Outubro' 2014

























Apresentação e discussão de diferentes abordagens e resultados obtidos
Casos portugueses e propostas sobre o papel dos museus e dos seus profissionais
Ligação com as comunidades
Turismo cultural
Empresas, entidades locais, intermunicipais e universitárias
Articulação por via de redes, parcerias e outros sistemas de partilha de recursos...

Wim De Vos | Conselho Executivo, ICOM
Museus: criar novos sentidos e novas ligações com as comunidades?

Clara Frayão Camacho | Museóloga, DGPC
Credenciação e Redes de Museus: paradigmas e instrumentos de gestão ao serviço da sociedade?

José Pedro Sousa Dias | Director dos Museus da Universidade de Lisboa
Museus e Colecções Científicas em Portugal: o PRISC e a colaboração à escala nacional para afirmar o seu papel como infraestrutura de investigação

Susana Soto | Directora do Museu San Telmo, San Sebastian
Karmele Barandiaran | Área de Desenvolvimento e Públicos, Museu San Telmo, San Sebastian
San Telmo: um museu para a sociedade Basca, um museu para o território

Paulo Costa Pinto | Gestor de Projectos Cultura e Turismo da 
Comunidade Intermunicipal do AVE
Partilhar a Identidade: princípios e práticas no território da NUT III Ave

José Gameiro | Director do Museu de Portimão
Caixa de Primeiros Socorros para museus em tempo de crise

Inauguração da exposição 'MAR OCEANO'
Perspectiva fotográfica (preto & branco) de Sebastião Pernes 
sobre a Costa Vicentina | Concelho de Vila do Bispo

Gestão de Sítios Arqueológicos Museografados

Políticas, Estratégias e Práticas de Gestão de 
Equipamentos Museográficos


No âmbito da Rede de Museus do Algarve, o Centro de Interpretação de Vila do Bispo participou, no dia 07 de abril (Museu de Portimão), na ação de formação "Gestão de Sítios Arqueológicos Museografados: Políticas, estratégias e práticas de gestão de equipamentos museográficos", da responsabilidade do Dr. Rui Parreira, da Direção Regional de Cultura do Algarve.