Feliz quem tem uma PEDRA em SAGRES
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Concheiro da Rocha das Gaivotas | Sagres
in António Faustino de Carvalho (2008) - A Neolitização do Portugal Meridional. Os exemplos do Maciço Calcário Estremenho e do Algarve Ocidental. Promontoria Monográfica, 12, p. 196-201.
História do Mês de Julho | o sítio do Catalão (Sagres) na transição da Idade do Cobre para a Idade do Bronze
A 'História do Mês' consiste numa iniciativa expositiva do Centro de Interpretação de Vila do Bispo, onde mensalmente se apresenta um objeto histórico-arqueológico e um associado discurso informativo.
Além da divulgação, partilha e valorização de determinados apontamentos e curiosidades da memória coletiva do território, pretende-se, com esta iniciativa, provocar hábitos de visita ao nosso equipamento cultural.
Sugestão: durante o mês de julho de 2015 passe pelo Centro de Interpretação e fique a conhecer a importância do sítio arqueológico do Catalão, em Sagres, para a compreensão da transição da Idade do Cobre (Calcolítico) para a Idade do Bronze no território hoje denominado de 'Vila do Bispo'.
O sítio do Catalão (Cruz da Rata) | Sagres
O texto que se segue consiste num resumo produzido a partir da leitura da Tese de Mestrado de Jorge Correia (UALG), acerca da jazida arqueológica do Catalão, um interessante e raro sítio enquadrável na transição do Calcolítico (vulgo Idade do Cobre) para a Idade do Bronze.
Introdução
O
local designado por Catalão é mencionado pela primeira vez no Levantamento Arqueológico de Vila do Bispo,
onde se regista a ocorrência de evidências, nomeadamente “(…) indústrias sobre seixos e sobre lascas, algumas de tipo ‘mirense’, assim como artefactos de pedra polida (…)” (Gomes e Silva, 1987:59), ocorridas
ao longo de vários períodos.
Entre
1996 e 2001 decorreu o projecto A Ocupação Humana Paleolítica do Algarve,
sob a orientação e responsabilidade do Nuno Bicho, que permitiu localizar
algumas dezenas de sítios arqueológicos, nomeadamente o Catalão, cujos
contextos frequentemente revelaram economias relacionadas com o litoral.
O
sítio do Catalão 1 foi detectado em 1998 através da presença de variados
vestígios, nomeadamente fragmentos de cerâmica, valvas de moluscos marinhos e
de um “machado mirense” localizados no rebordo da cratera resultante da
extracção de areia, que consequentemente, terá destruído parte significativa da
jazida arqueológica (Bicho, 2000).
Posteriormente
e em sequência do projecto supramencionado, desenvolveram-se outros dois,
respectivamente sob a orientação de Professor Doutor Nuno Bicho e de Doutor
António Faustino Carvalho, (A Importância dos Recursos Aquáticos no Paleolítico do Algarve e O
Processo de Neolitização do
Algarve). No segundo caso os objectivos assentaram sobretudo na
investigação dos contextos conquíferos dos sítios detectados, e foi no âmbito deste
que se efectuaram os trabalhos de escavação relativos ao sítio do Catalão.
Localização
O
sítio arqueológico, denominado Catalão 1, localiza-se na região SW do Algarve,
bem exposta ao clima francamente Atlântico. Situa-se geograficamente no local
conhecido por “Cruz da Rata”, Freguesia de Sagres, Concelho de Vila do Bispo,
Distrito de Faro, a uma cota de 95 metros.
Encontra-se
a cerca de 5,2 Km, para sudoeste da vila de Vila do Bispo e dista de 2 e 4,2 Km da
costa W e S respectivamente.
Os trabalhos Arqueológicos
O
sítio do Catalão 1 encontra-se implantado num antigo areeiro que na consequência
da sua exploração destruiu uma parte significativa da jazida arqueológica. Do
corte, exposto pela acção daquela actividade extractiva, foi possível recolher
restos de cerâmica, valvas de moluscos marinhos (datados pelo radiocarbono de
finais do III milénio a. C.) e vários machados mirenses. As evidências indicam
que a ocupação teve lugar no sopé da vertente Sul da duna.
As
escavações realizaram-se, sob a direcção de António Faustino Carvalho, entre 19
e 22 de Agosto de 2002, após a observação de que o sítio se encontrava em
processo de erosão, sendo o registo do seu contexto e a urgente salvaguarda do
sítio da erosão subsequente uma prioridade.
Na
limpeza sumária de corte efectuada anteriormente por Nuno Bicho recolheu-se um
conjunto de conchas que resultaram numa datação absoluta de cerca de 3.600 BP
(cerca de 1.900 cal AC). Esta cronologia insere o Catalão no período de
transição entre o Calcolítico e a Idade do Bronze.
A questão “Mirense”
Podemos
concluir, confirmando, segundo os novos dados retirados do Catalão, que o
utensílio (machado mirense) que caracterizava a “cultura mirense” não se
encontra exclusivamente associado a essa cultura, uma vez que a sua utilização perdura,
efectivamente, até ao início da Idade do Bronze. Desta forma deixa de fazer
sentido pensar nos machados mirenses como fósseis-directores do Mirense.
Interpretações
As evidências arqueológicas, relativas ao
Catalão, são efectivamente bastante reduzidas, o que dificulta, de certa forma,
a formulação de uma interpretação mais aprofundada e abrangente do sítio. Sem
dúvida que este facto se deve em particular à destruição quase total do sítio devido
à exploração do areeiro. Podemos, contudo, e com base nos escassos vestígios,
tentar decifrar qual o seu papel em termos económicos e sociais.
No que respeita à sua funcionalidade podemos,
efectivamente, inferir que se trata de um acampamento funcionalmente
especializado, que serviu como local de apoio à exploração dos recursos costeiros,
nomeadamente o marisqueio, possivelmente a pesca, como testemunha a presença de
um possível peso de rede. O aprovisionamento de sílex algarvio também pode ter
sido um dos factores locativos para o Catalão, uma vez que essa matéria-prima
se localiza a menos de 3 km do Catalão.
As prováveis funções de que foi palco o
acampamento terão, de certa forma, estado relacionadas com as actividades inerentes
à exploração dos vários recursos, como a preparação dos vários equipamentos
(por ex. fabrico de utensílios líticos, arranjo de redes e processamento de
alimentos entre outros). O processamento no local dos recursos alimentares tem
como fundamento a presença de duas estruturas de combustão e recipientes de
cerâmica, verosimilmente utilizados para tal fim. A presença de um suposto peso
de rede, leva a crer que poderá ter ocorrido naquele acampamento arranjos e
preparações de redes de pesca.
Relativamente à ocupação do sítio em termos
de duração e altura do ano parece, segundo as evidências, revelar uma ou mais
curtas estadias. Esta ilação fundamenta-se, em primeiro lugar nas características
do sítio, efectivamente por se tratar de um acampamento especializado sem
estruturas arquitectónicas de habitação; em segundo lugar na presença de duas
estruturas de combustão, possivelmente relacionadas com uma ou duas estadias no
sítio; em terceiro lugar, a quantidade reduzida de restos faunísticos unicamente
de natureza malacológica, revela refeições pouco numerosas. Não podendo ser
descartada a hipótese de haver outros alimentos de natureza mais perecível,
como por exemplo carne seca e legumes, entre outros, em último lugar, a
reduzida quantidade de artefactos, tanto em termos quantitativos como em termos
de diversificação, anuncia um sítio especializado na recolecção de marisqueio e
pesca, actividades que se praticavam, por hipótese, sazonalmente. Estas
actividades poderiam ocorrer a partir da Primavera e durante o Verão, visto que
estas estações se manifestam como períodos climatéricos mais propícios a estas
actividades.
A diversidade e quantidade de recursos
secundários, nomeadamente agrícolas, que possivelmente se encontravam disponíveis
dentro de uma área com esta extensão seriam de certa forma vitais para a
sobrevivência deste grupo. O acesso a tais recursos, possivelmente, seria efectuado
recorrendo a embarcações, visto que durante a Idade do Bronze o conhecimento e
recurso à arte de navegar constituía um papel fundamental para comunidades cuja
relação com os meios aquáticos era fundamental para a sua sobrevivência, tal
como é evidenciado por Van de Noort, et
al., (1999), segundo os vestígios de uma embarcação na praia de Kilnsea
(Yorkshire, Inglaterra), datado de 1870-1670 BC. Este meio de transporte terá
sido fundamental em termos económicos, visto que diminuía o tempo necessário
para efectuar a ligação entre a costa e o interior, utilizando as várias vias
fluviais, nomeadamente o Rio Arade, o Rio de Alvor e a Ribeira de Aljezur,
permitindo trocas de bens entre outras comunidades, possivelmente com Alcalar e
Corte Cabreira.
De certa forma, as evidências arqueológicas
do Catalão revelam um grupo, aparentemente pouco ou nada complexo, ilação
baseada na ausência de vestígios denunciadores de actividades de natureza
ritual e hierarquizante. Com este facto podemos propor a tese de que existiram
paralelamente às comunidades contemporâneas, de certa forma mais distintas e
complexas, como revelam as evidências arqueológicas revistas nos capítulos
anteriores, realidades diversificadas e estruturadas sobre bases
económico-sociais diferentes e aparentemente menos complexas durante a transição
do Calcolítico final e o Bronze inicial.
O acampamento do Catalão segundo as suas
características terá possivelmente, por um lado, sido frequentado por
indivíduos oriundos de povoados localizados no hinterland e sustentados economicamente pela agropecuária. Estes
indivíduos terão explorado os recursos marinhos sazonalmente de modo a
complementar os recursos explorados anualmente pela comunidade. Por outro lado,
podemos estar perante um grupo que possui identidade cultural própria, adoptada
ao meio marinho, e que explora estes recursos ao longo da faixa costeira de
modo permanente. Estes recursos terão possivelmente servido como moeda de troca
por outros bens entre este grupo e outras comunidades localizadas mais no
interior.
Relativamente ao aspecto locativo é interessante
observar que o Catalão se encontra a cerca de 2km da costa, modelo ou estratégia
que parece divergir dos padrões verificados noutros sítios especializados,
nomeadamente uma maior proximidade da fonte dos recursos, tal como acontece nos
sítios estudados por Silva e Soares (1997), do qual são exemplos Montes Baixos,
Oliveirinha (Bronze Médio), Palheirão Furado (Bronze Antigo), Vila Nova de
Milfontes – ETAR (Calcolítico). Todos estes sítios se encontram perto das
arribas com alguma proximidade dos recursos marinhos explorados.
É justo, com base nesta observação,
questionar se realmente este acampamento estava unicamente viabilizado para a
exploração do marisco e pesca ou terá havido outro recurso mais próximo de
maior importância e cujas evidências não surgiram nos registos arqueológicos?
A cerca de 100 m do Catalão localiza-se uma
necrópole, Catalão 2, de onde fora exumado um recipiente cerâmico. A idêntica composição
das pastas provenientes dos dois sítios levanta a hipótese de estes terem sido
utilizados pela mesma comunidade ou por grupos idênticos. De certa forma a
presença desta necrópole e a existência de terrenos com solos de boa aptidão
agrícola, ainda hoje agricultados, leva-me a supor, hipoteticamente, que poderá
ter existido um habitat permanente localizado nas proximidades. É evidente que
estas hipóteses só poderão ser fundamentadas e provadas recorrendo a futuros
trabalhos de prospecção no terreno.
Concluídas as análises possíveis a um sítio
com estas características, é fundamental deixar uma nota final no que diz
respeito a muitos sítios que aparentemente não revelam grandes exuberâncias
materiais e que por esta razão ficam por estudar por parte da grande maioria
dos investigadores, mas que poderão ainda vir a revelar-se. Este foi o caso do
Catalão que, após um estudo aprofundado, revelou evidências importantes que
vieram preencher hiatos e consolidar teses que careciam de dados sustentáveis
na investigação arqueológica.
O Concheiro do Castelejo | Vila do Bispo
A escolha e sucessiva ocupação da nossa região por grupos humanos não terá sido obra do acaso. Deveu-se, seguramente e numa
primeira fase, a questões de ordem natural, designadamente ao seu
clima favorável e à disponibilidade, variedade e facilidade de acesso a
recursos básicos à subsistência, como a água, a recolha de plantas e frutos silvestres,
a caça, a pesca e... o marisqueio!
As primeiras comunidades nómadas, os
primitivos caçadores-recolectores e marisqueiros
que por aqui se foram instalando, ainda no Paleolítico
1, encontram-se sobretudo documentadas
em inúmeros sítios arqueológicos denominados de “concheiros”. Assinalados tendencialmente no litoral ocidental,
caracterizam-se como perecíveis acampamentos de curta duração, naturalmente
sazonais (de Primavera e Verão), dedicados à exploração do marisco da costa
futuramente “vicentina”, sendo identificáveis pela observação de significativas
acumulações de restos de conchas de bivalves, de moluscos e de crustáceos marinhos,
nomeadamente mexilhão, amêijoa, berbigão, ostras, lapas, búzios, burgaus e,
claro, os “nossos” percebes!
Estes depósitos são datáveis pela
estratigrafia 2
geológica onde se incluem, pela análise radiocarbónica de conchas e carvões e
pela análise relativa dos artefactos neles contidos: instrumentos talhados sobre
seixos (“burgaus”), lascados sobre quartzo, quartzito e no abundante grauvaque
regional, resultando nos “machados mirenses”, e, também, utensilagem produzida sobre
sílex.
Um dos mais significativos concheiros estudados na região será o do Castelejo (Vila do Bispo). Situado numa
abrigada plataforma de fundo de vale, sobre a margem direita do Barranco de A
de Marinho, que desagua na praia do Castelejo, este concheiro foi alvo de
escavações arqueológicas realizadas por Carlos Tavares da Silva, entre 1985 e
1989 (Gomes e Silva, 1987; Silva e Soares, 1997; Soares e Silva 2003, 2004). Os trabalhos ali realizados, e a
subsequente investigação, permitiram registar um sazonal sítio de habitat, com uma sequência
de ocupação que abrange um período entre a fase final do Paleolítico, o
Mesolítico 3 e os inícios do Neolítico, com
datações radiocarbónicas 4 entre os 8.700 e os 6.450 anos antes do presente 5.
Também foi possível individualizar diversas estruturas de combustão 6,
alguns artefactos produzidos em pedra regional e um recipiente cerâmico do
Neolítico Antigo, destinado ao armazenamento de alimentos. Além dos abundantes
vestígios de invertebrados marinhos, entre os quais dominam os mexilhões, as
lapas e os percebes (mas também o burgau e o búzio púrpura), foram ainda registadas
espinhas de peixe e restos de coelho.
A ocupação sazonal e de curta duração deste sítio poderá ser explicada
pela abundância e variedade dos mariscos daquela costa, mas também por outras
actividades como a extracção de sílex (Silva
e Soares, 1997), protagonizada por elementos de um grupo mais vasto, estacionado num presumível acampamento base regional
(Soares, 1996).
O fenómeno dos concheiros não foi exclusivo
da Pré-história Antiga. No nosso Concelho, foram identificados vários concheiros
dos últimos tempos do Paleolítico e do Mesolítico (na transição para o Período
Neolítico), mas também concheiros neolíticos e de Época Romana, Medieval e
Moderna, atestando uma admirável continuidade na exploração dos variados e
excelentes recursos marinhos da nossa frutuosa costa.
O Paleolítico significa uma longa etapa evolutiva, durante a qual os
primeiros hominídeos iniciaram uma épica diáspora a partir das nossas genéticas
origens, no “berço” de África. Enquanto espécie, somos herdeiros de uma
remotíssima linhagem, cujos traços culturais são comprováveis por artefactos
produzidos há mais de 2.5 milhões de anos.
Este amplo período foi marcado por uma extrema instabilidade climática
e ambiental, intercalada por ciclos glaciais (gelados) e interglaciais
(temperados), determinantes para os paulatinos ritmos da evolução e dispersão dos
primordiais grupos humanos. De referir que os ciclos glaciais produziram marcadas
descidas no nível dos mares, sendo que, há cerca de 18.000 anos, no último pico
glacial, terá ocorrido um recuo máximo da linha de costa, que no litoral sul
algarvio rondou os 20 km, recuperando e estabilizando, no nível actual, há
cerca de 3.000 anos (Dias et al., 1997; Dias et al., 2000; Dias, 2004).
Nesta conjuntura ambiental, em que quase toda a superfície do
continente europeu se encontrava sob gelo, as espécies animais e vegetais, menos tolerantes ao rigor das baixas temperaturas, foram migrando para sul, encontrando na
Península Ibérica um clima menos gelado e mais acolhedor, um último reduto de
sobrevivência, sendo substituídas no restante território europeu por outras,
adaptadas a climas mais frios. O mesmo terá acontecido com os primeiros grupos humanos que aqui chegaram
e que por aqui gradualmente se fixaram.
1 “Paleolítico”
significa “Pedra Antiga”, do grego palaiós = antigo + lithos
= pedra.
2 O método estratigráfico, associado à “lei
da sobreposição temporal” e ao “princípio da horizontalidade original”,
constitui um dos pilares fundamentais da investigação arqueológica. A
observação, registo e leitura da formação, composição e sobreposição de
estratos (ou camadas) em depósitos geológicos e arqueológicos, permite
reconhecer sequências temporais datáveis por fósseis (no caso da Geologia) e
por artefactos (no caso da Arqueologia) inclusos nas estratigrafias.
3 “Mesolítico” significa “Idade
Média da Pedra”, do grego mesos = médio + lithos
= pedra; marcando um
período de transição entre o Paleolítico e o Neolítico.
4 O
radiocarbono será o mais utilizado e preciso método absoluto de datação em
arqueologia, tendo por base a leitura do isótopo de Carbono14 presente
nos materiais orgânicos.
5 “Antes do Presente” é uma
designação associada a datações
absolutas obtidas por radiocarbono, tomando como referência o ano de 1950.
Surge na bibliografia científica com a sigla “BP” (Before
Present – Antes do Presente).
6 As
estruturas de combustão (ou lareiras) permitem, a partir dos restos orgânicos
carbonizados nelas contidos, obter datações absolutas de sítios habitacionais.
Ainda hoje, o fogo é essencial para cozinhar alimentos e para gerar calor e
conforto em qualquer habitação. Nesta lógica se podem explicar dois sinónimos
para a palavra “casa”: lar (lareira) e fogo.
A apanha do Percebe em Vila do Bispo, uma longa História...
A apanha de percebes, na costa ocidental de Vila do Bispo, é uma realidade bem presente na nossa actualidade, constituindo uma identitária manifestação cultural há muito revestida de grande importância na economia regional.
Em boa verdade, trata-se de uma actividade que remonta às mais longínquas evidências de presença humana neste território.
O marisqueio, em particular do percebe, encontra-se significativamente documentado pela investigação arqueológica no Concelho de Vila do Bispo, em diversos arqueossítos, desde o Paleolítico Superior (pelo menos desde há 27.000 anos!), de forma contínua, até à Modernidade...
Ilustrações Vítor Fragoso
Texto Ricardo Soares
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