Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES

Palavras-chave | Keywords

"Boca do Rio" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Gentes & Paisagens" "Gentes de Vila do Bispo" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menires de Vila do Bispo" "Paisagens de Vila do Bispo" "Tales from the Past" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura arte Arte Rupestre Artefactos Baleeira Barão de São Miguel Base de Dados Bibliografia biodiversidade Budens Burgau Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação Educação Patrimonial EPAC Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Figueira Filme Forte Fotografia Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade do Bronze Idade do Ferro Idade Média Idade Moderna Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape marisqueio Medieval-Cristão Megalitismo menires Mesolítico Mirense mitos & lendas Moçarabe Moinhos Museologia Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo NIA-VB Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Pré-história Proto-história Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque Referências RMA Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema Santos Rocha São Vicente Seascape Toponímia Vila do Bispo Villa Romana
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Sepultura colectiva da Pedra Escorregadia | Vila do Bispo

Num pequeno relevo com 97 m de altura, a cerca de 1 km a SO de Vila do Bispo e a nascente (à esquerda) do km 29.2 da EN 268 (sentido Vila do Bispo-Sagres), na área de implantação dos menires da Pedra Escorregadia (interessante topónimo!) e aflorando em terrenos de calcários dolomíticos, encontra-se à vista um conjunto de lajes calcárias dispostas “em cutelo”, correspondentes a uma sepultura colectiva “tardo-neolítica”, reocupada durante o Calcolítico.
A sua escavação, em 1991, conduzida por Mário Varela Gomes, revelou um túmulo composto por 8 esteios ortostáticos, desenhando um “corredor” de cerca de 1 m, virado a SE (nascente), que poderá ter acolhido mais de 10 indivíduos. O escasso espólio exumado resumiu-se a artefactos de pedra polida e de sílex, fragmentos cerâmicos e restos antropológicos.
Apesar de todas as reservas, os ossos humanos proporcionaram uma cronologia absoluta com base em quatro datações de C14 que, uma vez calibradas a 2 sigma, apontaram intervalos situados entre 3370 cal BC e 2460 cal BC (Gomes, 1994, 1997, p. 179-182).
A relação desta sepultura colectiva com os menires na sua proximidade não será directa, ou seja, sincrónica ou contemporânea. Porém, a indirecta associação destas duas diferenciadas realidades arqueológicas é demasiado óbvia – a continuidade na utilização de locais e/ou monumentos que remetem para um comum universo sagrado de intemporalidade e de herança cultural.