Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES

Palavras-chave | Keywords

"Boca do Rio" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Gentes & Paisagens" "Gentes de Vila do Bispo" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menires de Vila do Bispo" "Paisagens de Vila do Bispo" "Tales from the Past" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura arte Arte Rupestre Artefactos Baleeira Barão de São Miguel Base de Dados Bibliografia biodiversidade Budens Burgau Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação Educação Patrimonial EPAC Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Figueira Filme Forte Fotografia Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade do Bronze Idade do Ferro Idade Média Idade Moderna Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape marisqueio Medieval-Cristão Megalitismo menires Mesolítico Mirense mitos & lendas Moçarabe Moinhos Museologia Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo NIA-VB Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Pré-história Proto-história Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque Referências RMA Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema Santos Rocha São Vicente Seascape Toponímia Vila do Bispo Villa Romana
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Villa Romana da Boca do Rio: um sítio pesqueiro entre dois mares 3.ª Campanha Arqueológica (março 2018)

No passado dia 06 de abril foi dada como concluída mais uma campanha arqueológica no contexto Lusitano-Romano da Boca do Rio (Budens). Na verdade, tratando-se de um projeto plurianual, os trabalhos foram temporariamente suspensos, tendo prevista continuidade em setembro deste ano.
Desde os finais do século XIX que a área da villa romana da Boca do Rio tem sido alvo de diversas intervenções arqueológicas, inauguradas, numa perspetiva científica, no ano de 1878, pelo notável pioneiro da arqueologia algarvia, Sebastião Philippes Martins Estacio da Veiga. Curiosamente, a visibilidade arqueológica daquelas ruínas, que remontam aos primeiros séculos da nossa Era, deve-se ao tsunami gerado pelo grande terramoto de 1755.
Passados 140 anos, o Município de Vila do Bispo associa-se à Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e à Philipps University of Marburg, na Alemanha num projeto de investigação designado de “Boca do Rio: um sítio pesqueiro entre dois mares”. Encetado em março e setembro de 2017, este projeto dedica dois meses por ano a trabalhos de campo na área daquele significativo sítio arqueológico. Os trabalhos são dirigidos pelo Professor Felix Teichner (Marburg), sob a coordenação do Professor João Pedro Bernardes (FCHS-UAL’g) e o apoio técnico e científico do arqueólogo municipal, Ricardo Soares.
Assim, se visitarmos aquela praia em março e setembro, torna-se habitual depararmo-nos com diversas escavações arqueológicas e com todo o movimento de equipas de jovens investigadores que ali passam os seus dias a explorar vestígios de um longínquo passado, ecos de um quotidiano romano dedicado à produção de conservas e de outros produtos piscícolas.
Importa explicar que, no final de cada campanha, as sondagens são cobertas por questões de segurança pessoal e de proteção das estruturas arqueológicas registadas, com vista à continuidade da investigação e a um futuro projeto de valorização do local.
Ao longos destas campanhas arqueológicas, as equipas encontram-se sediadas no CAI-NIA-VB – Centro de Acolhimento à Investigação – Núcleo de Investigação Arqueológica de Vila do Bispo, instalações municipais que, em boa-hora, reabilitaram o antigo Jardim de Infância de Budens, servindo, agora, como espaço de acolhimento e laboratório para captação e apoio a projetos de investigação dedicados ao território do Concelho de Vila do Bispo.
No decorrer da campanha do passado mês de março e numa perspetiva de educação patrimonial, os trabalhos foram visitados por crianças inscritas na disciplina de Património Local – Módulo Arqueologia das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s) proporcionadas pelo Município aos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Concelho.