Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES

Palavras-chave | Keywords

"Boca do Rio" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Gentes & Paisagens" "Gentes de Vila do Bispo" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menires de Vila do Bispo" "Paisagens de Vila do Bispo" "Tales from the Past" "Vale de Boi" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura arte Arte Rupestre Artefactos Baleeira Barão de São Miguel Base de Dados Bibliografia biodiversidade Budens Burgau Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação Educação Patrimonial EPAC Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Figueira Filme Forte Fotografia Geographia Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade do Bronze Idade do Ferro Idade Média Idade Moderna Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape marisqueio Medieval-Cristão Megalitismo menires Mesolítico Mirense mitos & lendas Moçarabe Moinhos Museologia Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo NIA-VB Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Pré-história Proto-história Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque Referências RMA Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema Santos Rocha São Vicente Seascape Toponímia Vila do Bispo Villa Romana
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Ação de Fiscalização Conjunta da DRCA / SEPNA-GNR no Património Arqueológico de Vila do Bispo

No dia 18 de outubro o Concelho de Vila do Bispo recebeu uma ação de fiscalização conjunta no seu património arqueológico, histórico, arquitectónico e etnográfico. Tratou-se de uma iniciativa inédita a nível nacional no âmbito do Protocolo de Colaboração celebrado, no passado dia 20 de maio, entre a Direção Regional de Cultura do Algarve e o Comando Territorial de Faro do SEPNA-GNR (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR) para a “Proteção do Património Cultural Imóvel do Algarve”.
A 1.ª fase desta iniciativa operou-se em duas Ações de Fiscalização Conjunta: uma primeira no Barlavento algarvio, nos concelhos de Vila do Bispo e Lagos, no dia 18, e uma segunda no Sotavento, nos concelhos de Alcoutim e Vila Real de Santo António, no dia 20 de Outubro.
Estas ações contam com o apoio e participação dos municípios envolvidos. No caso de Vila do Bispo foi organizado um programa articulado entre os técnicos da Direção Regional de Cultura e o arqueólogo municipal.
O nosso programa teve início no Centro de Interpretação de Vila do Bispo com o acolhimento de 13 militares oriundos dos destacamentos territoriais do SEPNA-GNR de Silves, Portimão, Albufeira e Faro. Seguiu-se um briefing introdutório onde participaram os arqueólogos da Direção Regional de Cultura, Cristina Garcia e Rui Parreira, o Professor João Pedro Bernardes da Universidade do Algarve, o Tenente-Coronel Lopes dos Santos Correia do SEPNA-GNR e Ricardo Soares, arqueólogo da Câmara Municipal de Vila do Bispo, com o qual se pretendeu dar a conhecer diferentes tipologias de património arqueológico, histórico e etnográfico, as respetivas formas de proteção legal (classificação, inventariação e zonas de proteção) e associados riscos de dano.
Com vista a futuras ações de fiscalização e proteção, a restante manhã foi preenchida com uma visita guiada ao terreno no sentido de dar a conhecer aos militares, in loco, uma série de referências locais relativas ao património arqueológico, histórico, arquitectónico e etnográfico, assim como as problemáticas associadas, designadamente exemplos de sítios expostos a atividades ilegais de detetorismo de metais, roubo de materiais arqueológicos, caravanismo e campismo selvagem.
Esta experimental Ação Conjunta de Fiscalização em Vila do Bispo seguiu uma sequência cronológica entre a Pré-história e a contemporaneidade etnográfica, passando por diversas realidades patrimoniais como os menires da Pedra Escorregadia, o sítio da Idade do Ferro localizado no Cerro do Castelo (Boca do Rio, Budens), a villa e a necrópole romana da Boca do Rio/Lomba das Pias, o forte setecentista de São Luís de Almádena e o edifício pombalino da armação de pesca da Boca do Rio.
A próxima fase desta iniciativa inclui módulos de formação teórica para militares do SEPNA e ações locais entre os arqueólogos municipais e os postos territoriais da GNR.























Visita de 68 crianças de São Bartolomeu de Messines ao Centro de Interpretação de Vila do Bispo

No passado dia 06 de outubro o Centro de Interpretação de Vila do Bispo recebeu a visita de 68 crianças, e respetivas educadoras, provenientes do 1.º Ciclo do Jardim-Escola João de Deus de São Bartolomeu de Messines.
Para além do contacto direto com este território tão especial, definido pelo grande Cabo da mais extrema ponta do sudoeste europeu, a visita destes ilustres pequenotes teve por objetivo a aquisição de conteúdos programáticos através de uma “longa” mas divertida viagem guiada pela exposição «As origens Pré-históricas do Reino dos Algarves», patente até ao próximo dia 28 de outubro no Centro de Interpretação de Vila do Bispo.




História do Mês de Outubro | A Necrópole Romana da Lomba das Pias (Boca do Rio, Budens)

A 'História do Mês' consiste numa iniciativa expositiva do Centro de Interpretação de Vila do Bispo iniciada em janeiro de 2015 onde, mensalmente, se apresenta um objeto e um associado discurso informativo. Além da divulgação, valorização e partilha de determinados apontamentos e curiosidades da memória coletiva do território, pretende-se, com esta iniciativa, provocar hábitos de visita ao nosso equipamento cultural.
No mês de outubro damos a conhecer a necrópole romana da Lomba das Pias. Passados 3 meses após uma inédita escavação neste sítio arqueológico, situado na encosta poente da praia da Boca do Rio e associado à villa romana ali conhecida desde o século XVIII, na sequência do tsunami originado pelo terramoto de 1755, aqui deixamos algumas breves notas de uma investigação que, apesar de muito preliminar, já permitiu alcançar resultados bastante significativos...
Sugestãoaproveite ainda os últimos dias da exposição "As Origens Pré-históricas do Reino dos Algarves", patente no Centro de Interpretação de Vila do Bispo até ao próximo dia 28 de outubro, e descubra os incríveis vestígios arqueológicos legados pelos nossos mais remotos antepassados.
Visite-nos!































Birdwatching & Arqueologia 2016

Na sua 7.ª edição, entre o dia 30 de setembro e o dia 5 de outubro de 2016, poderá usufruir de um extenso e diversificado programa, recheado de atividades dedicadas ao património natural e cultural do Concelho de Vila do Bispo.
Pelo 3.º ano consecutivo a Arqueologia de Vila do Bispo marca presença neste consolidado evento, desta feita com 5 diferenciadas sugestões para explorar, no terreno, de dia e de noite, o incrível património arqueológico da região do Promontorium Sacrum:

30 setembro
15h00-16h00
Palestra
Vila do Bispo Arqueológica - breve síntese de uma longa História
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01 outubro
10h00-13h00
Caminhada interpretativa
Do Martinhal à Ponta dos Caminhos (Sagres), entre a Geologia e a Arqueologia
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02 outubro
19h00-22h00
Caminhada noturna interpretativa
Pôr-do-Sol Megalítico | Iluminado Passeio Noturno | Aves & Astronomia | Tiborna
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03 outubro
10h00-12h00
Caminhada interpretativa
Arqueologia Paisagística - Megalitismo e Monumentalização das Paisagens
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04 outubro
09h00-14h00
Caminhada interpretativa
Pelas Encostas da Raposeira
Detalhes

PROGRAMA COMPLETO




Intervenção Arqueológica na Necrópole Romana da Boca do Rio (Budens) 2016

Archaeological intervention at the 
necropolis of Boca do Rio (Budens) 
2016












INTRODUCTION:
The necropolis was known to exist due to the earlier (2003) recovery of human remains. It is thought that the necropolis is quite extensive and is obviously connected to the Roman site at the Boca do Rio below. The site is on a slope and close to the cliff edge. Remains of the necropolis were becoming exposed because of rock falls and cliff erosion and are under further threat from rain water erosion and foot traffic on the cliff top nature trail that runs from the beach at Boca do Rio to Salema. In fact there is one grave exposed in the cliff face. The work this year was primarily to investigate and recover remains before more cliff erosion occurs.
Unfortunately there has also been illegal metal detecting in the area and this makes the excavations even more imperative as continuing policing of the site is difficult. It is also thought that some ‘grave robbing’ may have occurred in the 18/19th century when new buildings were constructed over the Roman site by the beach for the fishing industry under the instructions of the Marquis de Pombal.



EXCAVATION SUMMARY:
The excavations took place in July 2016 with a team of 7 coming from the universities of the Algarve, Évora and Coimbra, directed by João Pedro Bernardes and with collaboration of the archaeologist of the municipality of Vila do Bispo, Ricardo Soares. At locations, which on the surface showed indications of grave presence 5 surveys were made. In these we uncovered 9 graves; one of cremation – being the oldest one – and the other 8 of burials. As the limestone destroyed most of the skeletons we only found bony remains in 3 of the graves. In one of the graves, where the soil contained less lime, a practically complete skeleton was found (header picture).
By the type of grave and associated materials found, the graves can be dated as being from the second half of the 3rd century until the end of the 4th century or early 5th century.

















The oldest grave (cremation) belonged to a child - based on a milk tooth recovered - and was dated to belong to the second half of the 3rd century. In this grave we also found other materials: a coin, a lamp, a small vase and a bowl of terra sigillata imported from Tunisia. Around this grave several burial graves were found that had been dug into the rock and constructed with tiles (tegulae). A grave – also of a child – in a box made of stones was constructed over the ashes of the first grave.
This is the area (area I) where 4 of the above mentioned burial graves have been uncovered with the almost complete skeleton of a woman of 30 - 40 years of age as well as the bony remains identified of another. The other 4 graves that were dug into the rock were found in other areas.
In the 2 graves found in area III no bony remains were identified but only fragments of tegulae, which had outlined the burial space. In one of them, the pit that outlined the area where the body had been deposited could well be identified. In the other it was only possible to identify displaced tegulae indicating the presence of a grave, but which has not been excavated further.
In area II two more graves were found. The first grave was excavated in the rock and contained a few long bones and part of the skull, both in very bad condition. From behind the skull we recovered a coin with traces of fabric attached which must have belonged to the shroud that enveloped the body.
The other grave is richer. A box of 7 x 3.5 Roman feet (2.1 x 1.5 m) had been excavated in the rocks and afterwards covered with a layer of opus signinum (cement), which had already been partly destroyed ('grave robbers'?). This grave is already reminiscent of the Christian sarcophagi, which are found frequently from the 4th century onward. Here we only found the skull of the interred individual who had been buried in a wooden coffin from which it was possible to collect nails and fragments of wood. At his feet was an almost complete glass bottle. This grave, with a NE-SW direction, called for more investigation into its construction.
The excavated graves are in a transition period from cremation to a total and definitive burial, typical of the Christian period. But where are the graves of centuries I and II, relating to occupation of the site of Boca do Rio at this time? Perhaps close to this site?!
All the graves were recorded by geo-reference and by aerial photography using a drone.