Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES

Palavras-chave | Keywords

"Boca do Rio" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Gentes & Paisagens" "Gentes de Vila do Bispo" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menires de Vila do Bispo" "Paisagens de Vila do Bispo" "Tales from the Past" "Vale de Boi" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura arte Arte Rupestre Artefactos Baleeira Barão de São Miguel Base de Dados Bibliografia biodiversidade Budens Burgau Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação Educação Patrimonial EPAC Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Figueira Filme Forte Fotografia Geographia Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade do Bronze Idade do Ferro Idade Média Idade Moderna Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape marisqueio Medieval-Cristão Megalitismo menires Mesolítico Mirense mitos & lendas Moçarabe Moinhos Museologia Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo NIA-VB Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Pré-história Proto-história Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque Referências RMA Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema Santos Rocha São Vicente Seascape Toponímia Vila do Bispo Villa Romana
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Sagres na Rota Omíada | Umayyad

A Rota Omíada - Umayyad consiste num percurso transfronteiriço dedicado ao turismo cultural, designadamente ao legado islâmico omíada. A rota une sete países da orla mediterrânica – Itália, Tunísia, Egito, Jordânia, Líbano, Espanha (Andaluzia) e Portugal (Algarve) – e uma herança patrimonial e cultural comum a todos eles!
Na região algarvia (Al-Gharb) a rota abrange 11 municípios e 14 localidades, designadamente Sagres, no Concelho de Vila do Bispo. Entre o conjunto de 15 apontamentos patrimoniais assinalados ao longo do percurso algarvio encontram-se, por exemplo, jogos de tabuleiro omíadas expostos no núcleo de arqueologia do Castelo de Alcoutim, um pano de muralha no Castelo de Silves, entre outros. 
Sagres constitui um ponto incontornável neste roteiro omíada. Essa foi a razão pela qual o Município de Vila do Bispo se associou ao projeto Umayyad no seu arranque algarvio. No Promontório Sagrado, mais precisamente no Cabo de São Vicente, terá sido erigida a mítica Kaniçat al-Ghurab, ou seja, a ermida do Corvo descrita pelo geógrafo árabe al-Idrisi no século XII. Durante o período omíada e segundo as fontes escritas, este santuário constituiu um dos principais locais de partilhada devoção e peregrinação moçárabe e muçulmana da Península Ibérica.
Os omíadas terão governado na nossa região entre 713 e 1031, legando-nos uma significativa memória patrimonial e, sobretudo, uma genética herança cultural bem presente em manifestações quotidianas tão simples como a nossa língua, os números que utilizamos, os nossos hábitos…
Importante será recordar que o topónimo “Algarve” deriva da expressão árabe Al-Gharb, que significa “o Ocidente”. O Gharb Al-Andalus (em árabe غرب الأندلس) era a parte mais ocidental do território Al-Andalus, estendendo-se até ao extremo sudoeste da Europa Continental – Sagres! 

É incrivelmente mais forte o que nos une do que o que nos separa!



História do Mês de Novembro | a sepultura coletiva da Pedra Escorregadia e 2 novos artefactos votivos

A 'História do Mês' consiste numa iniciativa expositiva do Centro de Interpretação de Vila do Bispo onde mensalmente se apresenta um objeto e um associado discurso informativo. Além da divulgação, partilha e valorização de determinados apontamentos e curiosidades da memória coletiva do território, pretende-se, com esta iniciativa, provocar hábitos de visita ao nosso equipamento cultural.
Na 11.ª história do ano de 2015 damos a conhecer a sepultura coletiva da Pedra Escorregadia, um “clássico” da arqueologia do Concelho de Vila do Bispo. Trata-se de um monumento funerário datado dos finais do período Neolítico/inícios do Calcolítico (Idade do Cobre), objeto de escavação arqueológica conduzida por Mário Varela Gomes no ano de 1991.
Além da informação que partilhamos sobre este monumento, damos a conhecer 2 artefactos arqueológicos descobertos por uma família de Vila do Bispo e entregues ao Centro de Interpretação por uma criança em idade escolar, de seu nome Leonor Protásioobrigado Leonor!
Por fim, ainda deixamos uma nota acerca de dois novos arqueossítios recentemente identificados no âmbito do nosso projeto “Carta Arqueológica do Concelho de Vila do Bispo”. Intensificámos as saídas de campo ao longo dos últimos dois meses, no óptimo anual da prospectabilidade arqueológica, aproveitando a vegetação baixa e ainda seca e os terrenos lavrados, condições que permitem boas janelas de visibilidade potenciando, assim, a identificação de vestígios do passado.

KICK IN THE EYE no Centro de Interpretação de Vila do Bispo

02 novembro - 11 dezembro
entrada livre







































O Centro de Interpretação de Vila do Bispo acolhe, entre 02 de novembro e 11 de dezembro de 2015 uma exposição de Armando Mesías (Colômbia) que resulta do seu trabalho desenvolvido no âmbito do projeto KICK IN THE EYE, no passado mês de fevereiro.
KICK IN THE EYE é um projeto do LAC (Laboratório de Atividades Criativas) que se propõe a convidar artistas nacionais e internacionais a participar em residências artísticas, cujo trabalho e percurso pessoal valorize a pesquisa em/com comunidades locais absorvendo e integrando-as na sua obra, neste caso na cidade de Lagos.
A cidade de Lagos, enquanto destino turístico, é habitualmente visitada por artistas de variadas origens. No entanto essa visita raramente se converte em trabalho artístico que materialize essa passagem pela região e, mais raramente ainda, esse trabalho, a existir, é dado a conhecer à população/comunidade local.
Por outro lado, o turismo enquanto indústria alterou (e altera ainda) profundamente a região nas últimas décadas, tendo transformado as realidades populacionais, laborais, culturais, ecológicas, linguísticas, etc… Face à velocidade e dimensão das transformações operadas tem havido algum deficit de reflexão e produção artística que questionem e cartografem (como marcas para o futuro) o caminho entretanto percorrido.
Acresce a dificuldade em impor a região como destino de turismo cultural que valorize igualmente o património artístico histórico, tal como o contemporâneo. Neste particular sentimos a necessidade de um projeto que convidasse artistas a, propositadamente, habitarem temporariamente a cidade/região e, em residência artística, devolverem esse olhar/reflexão através de trabalho aqui realizado.
Esta é mais uma actividade promovida em parceria com o Município da Vila do Bispo.

Armando Mesías nasceu em 1986, em Cali, na Colômbia e atualmente vive e trabalha em Barcelona. Armando explora o retrato através combinações entre o traço abstrato do pincel com o trabalho da linha detalhada, que se fundem através de uma palete de cores néons brilhantes. A exploração é uma obrigação.

Indiana Jones ultrapassado pela tecnologia

No imaginário popular, o perfil do arqueólogo talvez ainda seja inspirado em Indiana Jones, com sua calça cáqui, camisa amarrotada, chapéu e o inseparável (e inútil) chicote. É certo que o personagem de Hollywood inspirou gerações, mas, hoje, os profissionais que desenterram segredos do passado contam com um arsenal tecnológico de fazer inveja a qualquer geek. Pesadas mochilas lotadas de equipamentos foram substituídas pelo multifuncional smartphone. Drones aquáticos exploram fundos de rios, mares e lagos com facilidade e, do ar, drones voadores são equipados com sensores de mapeamento a laser. Essa parafernália high-tech, além de tornar mais fácil as pesquisas, pode acelerar o ritmo de descobertas.
— Chicote, não tenho — brinca Arturo Montero, um dos principais nomes da arqueologia mexicana, especialista em civilizações pré-colombianas. — Minha principal ferramenta de trabalho é um iPhone.
Provas de que a tecnologia vem revolucionando a arqueologia são as recentes, e até inesperadas, descobertas em sítios há muito conhecidos. No início de setembro, pesquisadores revelaram a existência de um imenso monumento de pedras a menos de três quilómetros de Stonehenge, no Reino Unido. A estrutura nunca fora encontrada por estar soterrada, mas radares de penetração indicaram a presença de mais de 90 rochas enfileiradas, algumas com até 4,5 metros de altura. Este mês, um scaneamento tridimensional de alta resolução da tumba de Tutancâmon, descoberta em 1922, indicou a presença de passagens para duas câmaras secretas. Na semana passada, o governo egípcio autorizou o uso de radares de penetração no túmulo no Vale dos Reis. Uma das teorias aventa que as salas seladas escondem o túmulo de Nefertiti.
No início da carreira, há quase três décadas, Montero carregava nas costas cerca de 35 quilos em equipamentos para as expedições em campo. Teodolito (equipamento para medir ângulos verticais e horizontais), câmara fotográfica, filmadora, cadernos de anotação, bússola e trena estão entre as ferramentas que foram substituídas por um iPhone 5 de 64 GB. Agora, todos os instrumentos de trabalho podem ser transportados nos bolsos. Além do smartphone, o arqueólogo leva consigo um celular via satélite, localizador de emergência, GPS externo, câmara GoPro, pau de selfie para observar locais de difícil acesso e baterias extras.
A redução no peso facilita a mobilidade, mas a tecnologia traz ainda outras vantagens. Montero desenvolveu uma aplicação para o programa FileMaker que o permite catalogar facilmente suas fichas de campo. Antes, o arqueólogo mexicano precisava recolher todas as evidências — coordenadas geográficas, fotos, vídeos, anotações, temperatura e altitude, entre outras informações — no campo e, após retornar ao escritório, catalogá-las. Agora, basta clicar na tela do smartphone para criar uma ficha e todos os dados são inseridos in loco. E com uma conexão à internet, os arquivos são enviados ao laboratório, permitindo que pesquisadores façam a análise do material em tempo real.
— Um trabalho que levava um ano, agora leva um mês — avalia Montero. — O custo também baixou muito. Com US$ 1 mil, tenho um equipamento que custaria US$ 10 mil se tudo fosse comprado separadamente.
O investimento maior é no smartphone. Nele, é possível ter acesso a aplicativos que substituem à altura ferramentas essenciais para a arqueologia. O mais básico é o Google Earth, que fornece gratuitamente o acesso a imagens de satélite. GPS, teodolito e telêmetro também têm substitutos digitais. Os mapas celestes do “computador de mão” foram importantes para que Montero realizasse sua maior descoberta: a passagem zenital do Sol sobre a pirâmide de Kukulkán, na antiga cidade maia de Chichén Itzá, em Yucatán.
Pela observação astronómica, Montero descobriu que nos dias 23 de maio e 19 de julho o Sol passa exatamente em cima da pirâmide ao meio-dia, fazendo com que ela não projete sombras a esta hora. E, do alto da construção, apenas nessas datas, é possível seguir o caminho do astro conectando importantes construções em Chichén Itzá. É provável que esta coincidência tivesse importância religiosa para os maias e servisse como marco para correção do calendário.
— Minha especialização é em astroarqueologia — diz Montero. — Com esses aplicativos, consigo saber onde um corpo celeste estava em uma data específica.
O franco-americano Benoit Duverneuil também aposta na tecnologia para facilitar o trabalho de arqueólogo. Em 2010, ele fundou a organização sem fins lucrativos Aerial Digital Archaeology & Preservation, que visa a ensinar a arqueólogos e historiadores o uso de drones em pesquisas. Desde então, cerca de cem profissionais já foram treinados. As pequenas e acessíveis máquinas voadoras podem ser equipadas com câmaras e filmadoras ou instrumentos mais específicos, como radares de penetração para investigação do subsolo, ou sensores a laser para mapeamento tridimensional.
Duverneuil tem formação em ciências da computação, faz dinheiro no mercado de tecnologia e usa o tempo livre para explorações, sobretudo em ruínas pré-colombianas no Peru e no Equador. Um trabalho de destaque foi a criação de um drone aquático, usado para fazer o primeiro mapeamento do fundo do lago Quilotoa, nos Andes Equatorianos.
— As tecnologias estão convergindo, agora os drones fazem parte do kit do arqueólogo — avalia Duverneuil. — Os sensores estão miniaturizando e podem ser colocados em drones. Isso pode dar um impulso para a arqueologia não invasiva.
Mas, diferentemente de Montero, Duverneuil não vê apenas vantagens no barateamento e aumento de produtividade promovidos pela tecnologia. Na sua opinião, drones e outros equipamentos estão sendo adotados, em parte, pela pressão dos contratantes, que exigem mais produção em menos tempo, e com menos dinheiro.
— Está acontecendo uma mudança de contexto. Tudo precisa ser rápido, inclusive as análises arqueológicas — diz.
E não é apenas a produção. A circulação de informações está mais ágil. Scâneres tridimensionais com resolução micrométrica permitem, por exemplo, que uma peça encontrada na Colômbia seja transferida digitalmente para um pesquisador em São Paulo. E com a impressão 3D, o arqueólogo pode manusear o achado sem ter que se deslocar até o sítio.
— Essas técnicas estão sendo importantes para a conservação dos achados — comenta Paulo Zanettini, doutor em Arqueologia pela USP e diretor da Zanettini Arqueologia. — Nós realizamos uma exposição em São Paulo na qual os visitantes podiam tocar em réplicas perfeitas feitas com a impressão 3D.
Contudo, os três pesquisadores fazem questão de destacar que a tecnologia, por si só, não faz ciência. É o homem, e sua paixão pela exploração, que guiará as futuras descobertas — A tecnologia pode ser um deleite, mas é preciso ter em mente que a arqueologia serve para as sociedades conhecerem o passado para pensarem o presente e o futuro — diz Zanettini. — Fechar os olhos para a tecnologia seria como se negar a usar um computador. São ferramentas, para serem usadas criativamente. A boa ciência vai se valer de tudo o que estiver disponível.

Os Menires de Vila do Bispo no Simpósio Fusis Quois | Constância

os Astros e os Homens
a Vida e a Morte
30 outubro 2015
Centro Ciência Viva de Constância 






A convite da própria organização, Fernando Pimenta, Engenheiro Eletrotécnico e Astrónomo membro da Sociedade Europeia para a Astronomia na Cultura, e Ricardo Soares, Arqueólogo da Câmara Municipal de Vila do Bispo, vão participar, no dia 30 de outubro, no 'SIMPÓSIO FUSIS QUOIS' que irá ter lugar em Constância.
A nossa presença surge na sequência do projeto de investigação 'ArqueoAstronomia Paisagística no Megalitismo Menírico de Vila do Bispo vs interfluvial Bensafrim-Odiáxere', recentemente apresentado (dia 27 de setembro) no Centro de Interpretação de Vila do Bispo, no âmbito da iniciativa 'Maratona Astro-Arqueológica nos Menires de Vila do Bispo'.
O simpósio Fusis Quois é organizado pelo Centro de Pré-História do Instituto Politécnico de Tomar, em colaboração com o Centro Ciência Viva de Constância e o Município de Constância.


Resumo da comunicação

Os menires do Concelho de Vila do Bispo e da área interfluvial de Bensafrim-Odiáxere encontram-se localizados numa região onde a ocupação atribuível ao Neolítico antigo evidencia algumas características que a diferenciam de outros contextos meníricos, nomeadamente presentes no vizinho Alentejo Central.
Também os dados arqueológicos existentes parecem apontar para lógicas diferentes entre o concelho de Vila do Bispo, com povoados neolíticos aparentemente periféricos relativamente aos menires, e o interfluvial Bensafrim-Odiáxere, onde os menires se situam aparentemente em torno de povoados.
Por outro lado, ainda não são conhecidos rituais funerários relacionáveis, eventualmente latentes em contextos de gruta.
Ainda que muito fragmentários e descontextualizados, no concelho de Vila do Bispo, numa área de pouco mais de 42 km2, sobreviveram até hoje cerca de 250 menires. Trata-se de uma amostra significativa, de grande consistência material, morfológica e decorativa. Porém, o facto de grande parte destes menires se encontrarem derrubados, fragmentados e deslocados do local original de implantação condiciona bastante o seu estudo.
No âmbito do projeto de investigação – ArqueoAstronomia Paisagística no Megalitismo Menírico de Vila do Bispo vs interfluvial Bensafrim-Odiáxere – foi aplicada uma metodologia de análise estatística e geográfica da implantação, distribuição e orientação global na paisagem sobre a atual localização dos menires. A metodologia aplicada divide-se em três blocos de estudo aplicados às áreas de Vila do Bispo, do interfluvial Bensafrim-Odiáxere e a conjuntos de pontos aleatórios obtidos nas regiões em causa: Padrão espacial de ocupação do território; Análise topográfica local: elevação, declive e azimute de declive máximo; Análise topográfica do horizonte: direcção para o pico distante mais elevado, perfil da distância ao horizonte em função do azimute e possíveis marcas no horizonte em função da declinação.
Apesar das limitações com que este estudo foi desenvolvido, nomeadamente a utilização de um modelo digital de terreno com uma quadrícula de 90 x 90 metros, algumas localizações imprecisas e vários dados incompletos, os resultados revelaram padrões semelhantes entre as áreas de Vila do Bispo e do interfluvial Bensafrim-Odiáxere que justificam uma clara intencionalidade na seleção dos locais onde os menires foram implantados, parecendo indiciar uma associação simbólica de grande parte dos menires com as Luas Cheias Equinociais e levantando a possibilidade de uma diferenciação entre a Lua Cheia da Primavera e a Lua Cheia de Outono associada a diferentes tipologias de gravuras: elipses longitudinais, por um lado e “glandes fálicas” e ondulados, por outro.

Cozinhando na Paisagem na Ermida de N.ª Sr.ª de Guadalupe | Raposeira

18 outubro |15:30 horas


No próximo domingo, dia 16 de outubro, a Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, na Raposeira, irá acolher a última sessão agendada da ação performativa COZINHANDO NA PAISAGEM - um longo périplo iniciado em 2013 e que já passou pelos monumentos megalíticos de Alcalar (Portimão), villa romana de Milreu (Faro), muralhas de Lagos, Palácio de Estoi (Faro), Castelo de Aljezur, Fortaleza de Sagres, cidade de Tavira, abrigo paleolítico de Vale de Boi (Vila do Bispo), Castelo de Salir (Loulé), Monte Molião (Lagos), Mosteiro de Flor da Rosa (Crato) e Mercado de Olhão.
A ação terá início pelas 15h30 com uma visita guiada por Manuel Castelo Ramos à Ermida de Guadalupe.
Desta feita o artista Jorge Rocha irá cozinhar com os investigadores convidados Rui Parreira (Arqueólogo) e Manuel Castelo Ramos (Historiador de Arte). 
COZINHANDO NA PAISAGEM integra-se no projeto PALATO e consiste numa ação performativa sobre sítios históricos e arqueológicos, um espetáculo gastronómico que decorre nos locais com uma paisagem em plano de fundo, abordando temáticas que colocam a Gastronomia de cada época em cruzamento com os hábitos alimentares da sociedade contemporânea. 
Poderá visitar a página do projeto em www.palato.org e (re)ver imagens e vídeos de todas as ações.

Curso de Conservação de Estruturas Arqueológicas | Castelo de Silves

5 a 8 de outubro de 2015


Centro de Interpretação de Vila do Bispo participou no 'Curso de Conservação de Estruturas Arqueológicas' ministrado no Castelo de Silves aos técnicos municipais associados à Rede de Museus do Algarve.
Como Caso de Estudo aplicável à realidade arqueológica de Vila do Bispo, foi trabalhada a questão do restauro e conservação de monumentos megalíticos - menires -, tanto em contextos de ar-livre, como em (futuro!) espaço museológico. 

ObjetivoFornecer uma base teórica com ensaios práticos no terreno...

AUTENTICIDADE - COMPATIBILIDADE - REVERSIBILIDADE

A obra de arte chega até nós como um circuito fechado, algo em que não temos direito a intervir mais do que em dois casos: para a conservar o mais integra possível ou para a reforçar, se for necessário, na sua estrutura material ameaçada



Cesare Brandi




















Programa:








1º dia
5/08







10-13h







Teórica
1.Contextos ambientais de sítios arqueológicos.

2. Princípios de conservação e restauro
2.1. Conceitos de autenticidade.
2.1.1. Valores arqueométricos intrínsecos.

3. Estruturas arqueológicas.
3.1. Noção de estruturas arqueológicas.
3.2. Técnicas construtivas e materiais.



14-17h


Teórica
3.2.1.Cantarias e alvenarias.
3.2.1.1. Materiais de construção
3.2.2. Argamassas: ligantes e agregados.




2º dia
6/08




10-17h




Teórica/ prática
4. Alteração e alterabilidade
4.1. Fichas de diagnóstico e documentação do estado de conservação.
4.2. Fatores de degradação in situ
4.2.1. Mecanismos de degradação física, química e biológica.



14-17h


Teórica/ prática
5. Aplicação de metodologia de intervenção de conservação curativa em estruturas arqueológicas.
5.1.Levantamento e identificação de alterações.
5.2. Limites das intervenções







3º dia
7/08







10-13h
14-17h







Teórica/ prática
5.3. Limpeza e desinfestação
5.3.1. Via húmida, via mecânica e mista.
5.4. Consolidação estrutural e de revestimentos.
5.5. Planificação de preenchimentos e capeamentos
5.5.1. Execução de traços de argamassas.
5.6. Planificação e execução de drenos e passa-muros.

6. Noções básicas de higiene e segurança no trabalho.
6.1. Equipamentos de proteção individual.



4º dia
8/08
10-13h
Trabalho de grupo
7. Planos de manutenção e conservação preventiva.
7.1. Casos de estudo.


14-17h
Trabalho de grupo: Apresentação dos casos de estudo.