Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES

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Santos Rocha na Boca do Rio: arqueólogo explorador, coletor, colecionador e museólogo da Figueira da Foz


Santos Rocha, homem de Letras e arqueólogo _todo o terreno_
Santos Rocha no Algarve

No ano de 1849 é criada, em Lisboa, a Sociedade Archeologica Lusitana, com a fundadora missão de inaugurar a investigação arqueológica nacional em pioneiras escavações nas ruínas romanas de Tróia, na margem esquerda da foz do Rio Sado, momento que marcou o arranque institucional da ciência arqueológica em Portugal.
Três anos depois, em 1853, nasce, na Figueira da Foz, António Augusto dos Santos Rocha, filho pródigo do Iluminismo e do pensamento racionalista da modernidade industrial da segunda metade do século XIX.
Na primeira metade da década de 70 de Oitocentos, sob a inspiradora égide de pioneiras personagens da Arqueologia e da Etnologia portuguesas, Santos Rocha substitui, decididamente, a advocacia pela atividade arqueológica, aplicando a sua privilegiada condição, de primogénito de uma abastada família burguesa, na investigação e na divulgação científica, custeando as suas próprias explorações e adquirindo raros objetos culturais para a sua crescente coleção ainda particular.
Foram especialmente profícuas as suas incursões científicas em terras algarvias. Na esteira de Sebastião Filipes Martins Estacio da Veiga, vanguardista da investigação arqueológica da região, Santos Rocha explora diversos contextos arqueológicos no Algarve, promovendo peculiares “excursões científicas”, organizadas em quatro viagens, entre 1894 e 1906. Justifica estas jornadas a Sul com o objetivo programático de identificar paralelos com achados pré e proto-históricos do Baixo Mondego e de outros locais do País, com vista à definição de uma origem comum nos alvores da existência do chamado “Homem Português”, epíteto devido a José Leite de Vasconcelos, sua contemporânea referência e fundador d’O Arqueólogo Português, em 1895, e do Museu Etnológico de Belém, em 1893, futuro Museu Nacional de Arqueologia.
Em menos de 30 anos, Santos Rocha sistematiza e concretiza, de forma exemplarmente bem-sucedida, um completo programa arqueológico que o legitima, na história da Arqueológica Portuguesa, enquanto investigador de “corpo inteiro”: no dia 6 de maio do ano de 1894, na qualidade de fundador e diretor, inaugura o Museu Municipal da Figueira da Foz, em 1898 institui a Sociedade Archeologica da Figueira, dando estampa, em 1904, ao respetivo Boletim, e, em 1905, ao Catálogo do Museu.
No Algarve, foram diversos os contextos arqueológicos onde se deteve, percorrendo algumas das referências publicadas por Estacio da Veiga, entre 1886 e 1891, nos 4 volumes das suas Antiguidades Monumentaes do Algarve - Tempos Prehistóricos. Claro que também visitou o Concelho de Vila do Bispo! Na Freguesia de Budens, na Praia da Boca do Rio, ainda encontrou os vestígios da escavação ali promovida por Estacio da Veiga, em 1878. Junto às ruínas Lusitano-Romanas, reveladas pelo tsunami de 1755, Santos Rocha realizou algumas sondagens e recolheu diversos materiais, desde então integrados nas reservas do seu Museu, na Figueira da Foz.
Um século depois, em maio de 2018, visitámos este impressionante museu, o seu acervo expositivo e as suas reservas, designadamente os materiais arqueológicos oriundos do estabelecimento Romano da Boca do Rio, previamente identificados na bibliografia e no Catálogo produzidos por Santos Rocha no dealbar do século XX. Entre estes achados recolhidos pelo autor, destacam-se fragmentos de mármore, de estuque pintado a fresco, de diversas peças cerâmicas, de sigillatas, de peças de vidro, uma agulha de osso e alguns pesos de rede globulares em cerâmica.
Além do contacto direto com os materiais, foram recolhidas associadas informações bibliográficas e registadas algumas fotografias documentais, ficando um justo e especial agradecimento ao corpo técnico que, de forma francamente amável, nos acolheu numa visita à exposição permanente, à exposição de Curiosidades e Colecionismo e à área de reservas.
Ao longo da sua existência, o Museu Municipal Santos Rocha conheceu diversas fases museológicas e sucessivas reinstalações em diferentes espaços físicos. Até 1899 ocupou a Casa do Paço, sendo deslocado, em 1910, para o edifício dos Paços do Concelho, onde se manteve até 1975, data em que se transferiu para o atual edifício, arquitetura construída para o efeito com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Museu Municipal da Figueira da Foz

Santos Rocha descreve a Praia da Boca do Rio em Março 1896


Os materiais romanos da Boca do Rio

Estação da Biodiversidade da Praia da Boca do Rio

A praia da Boca do Rio não nos oferece apenas mar, sol e Arqueologia... antes da chegada do Homem, a Natureza já dominava aquelas paisagens!

















Desde o dia 3 de outubro de 2015 que a Boca do Rio conta com uma Estação da Biodiversidade (EB). Com início na praia de Boca do Rio, o percurso da estação é circular e tem cerca de 2 km. 
Após a subida pela arriba calcária da Lomba das Pias (ou Serro dos Medos), a poente da praia, chega-se a uma zona dominada por matos mediterrâneos. A paisagem é de 'cortar' a respiração, propiciando uma vista privilegiada sobre o Atlântico, sobre a Praia da Salema e, claro, sobre o estuário da Boca do Rio, o Paul da Lontreira, uma zona húmida que reúne, na foz, as ribeiras de Almádena, de Vale de Boi e de Budens.
A Fauna e a Flora da área são características da Costa Vicentina, podendo observar-se uma elevada diversidade de plantas e de aves, sem esquecer os insetos que, com alguma paciência, são relativamente fácies de observar. As lontras, que deram o nome ao Paul da Lontreira, são muito tímidas e difíceis de avistar, mas com sorte, de madrugada ou no lusco-fusco do entardecer, podemos ser presenteados com a sua aparição junto da ribeira ou mesmo em plena praia!
As Estações da Biodiversidade são percursos pedestres curtos (com uma extensão máxima de 3 km), em que a informação sobre as riquezas biológicas a observar encontra-se sinalizada através de painéis colocados ao longo do caminho. Os painéis são uma espécie de guia de campo onde se pode consultar as imagens e os comentários sobre alguns dos animais e plantas comuns na área percorrida.

A "Fortuna Alada" da Boca do Rio | Budens


























Denominação: Estatueta de Fortuna Alada

Proveniência: Boca do Rio / Budens / Vila do Bispo

Localização actual: Museu Nacional de Arqueologia (Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa)

Datação: séculos I d.C. - II d.C. (Época Romana)

Matéria: Bronze

Técnica: Fundição

Dimensões: altura - 8,7 cm; largura - 3,4 cm; espessura - 2,0 cm

Descrição:
Deusa Fortuna representada através de um figura jovem, feminina, nua e alada. A parte superior do corpo, desde o terço superior das pernas, emerge de um cálice ou, mais provavelmente, de um ramo de folhas de acanto. Cabeça direita, olhando de frente, coroada por um pequeno diadema. O penteado oculta as orelhas e é apanhado na nuca, para cair em jeito de trança pelo dorso abaixo. O rosto encontra-se um pouco gasto, dissimulando a nitidez dos detalhes faciais. O torso evidencia algumas particularidades anatómicas, das quais se destacam os seios, o umbigo, e acusada prega inguinal. O braço direito pende ao longo do corpo e a respectiva mão envolve o colo de um jarro ou oinochoe; o braço esquerdo flectido, pelo cotovelo, eleva o antebraço de modo que a mão possa amparar o açafate, ou calathus, com seis pequenos esferóides simbolizando frutos, apoiado no ombro do mesmo lado. Na parte superior do dorso permanece inteira e entreaberta a asa esquerda e vestígios da outra. A parte inferior do cálice é escavada, formando uma calote cónica, adaptável a qualquer peça, pressupondo ter sido utilizada como aplicação. A pequena estatueta poderia representar uma imagem de abundância que seria venerada num lararium.

Origem / Historial:
Proveniente do sítio arqueológico da Boca do Rio (Budens / Vila do Bispo), esta estatueta foi pela primeira vez referenciada por Sebastião Philippes Martins Estacio da Veiga, a partir dos seus trabalhos para a Carta Acheologica do Algarve (1877-1878). Neste caso concreto, a publicação em causa é póstuma ao desaparecimento, em 1891, deste ilustre pioneiro da arqueologia portuguesa, particularmente algarvia. Após ter publicado os 4 volumes das suas Antiguidades Monumentaes do Algarve - tempos prehistoricos (VEIGA, 1886; 1887; 1889; 1891), o tripartido Volume V das Antiguidades Monumentaes (VEIGA, 1904; 1905; 1910), desta feita acerca dos tempos historicos, será publicado, por iniciativa de José Leite de Vasconcelos, nas páginas de O Archeologo Português (VEIGA, 1910). Ainda incompleto, este Volume V terá sido enviado pelo próprio Estacio da Veiga para a Direcção Geral da Instrução Pública, sendo posteriormente resgatado pelo director do então designado Museu Etnográfico Português e editor da referida revista.
Importa referir que Estacio da Veiga escavou na Boca do Rio em 1878, legando-nos um exemplar levantamento em planta (que inclui a representação desta nossa estatueta) e minuciosos desenhos de alguns dos mosaicos exumados.

Segue-se a transcrição da notícia de descobrimento desta estatueta e a sua exemplar descrição, segundo a perspectiva do próprio Estacio da Veiga:

«R Figura symbolica de bronze, parecendo estar de pé dentro de uma cesta (sic) ornada no bordo. Mostra-se nua desde o terço superior das pernas até a cabeça, em que os cabellos, graciosamente repartidos ao meio e seguros por um diadema, lhe guarnecem a fronte em marrafas onduladas e vão reunir-se estendidos pelas costas.
Sobre o hombro esquerdo segura com a mão um vaso colmado de frutos, e com a mão direita, estendido o braço junto ao corpo, um vaso de fundo estreito, cuja boca tapa e esconde com o dedo pollegar. Do lado esquerdo do hombro pende-lhe uma asa entreaberta e no direito nota-se o sinal de faltar a outra. Na parte inferior da cesta ha um espaço ôco, que parece ter servido para sobre um pedestal ser encimada a pequena estatua (pouco maior que o desenho), que poderia representar um signum, ou a imagem da abundancia, para ser venerada ou implorada como protectora da riqueza. Achou-se esta bem modelada figura de bronze nas ruinas dos edificios romanos da Boca do Rio, ou praia de Budens, e me foi mui graciosamente offerecida pelo antigo e benemerito redactor da Gazeta do Algarve, Dr. Augusto Feio Soares de Azevedo. Tenho-a no museu do Algarve.»



VEIGA, E. da (1910) – Antiguidades Monumentaes do Algarve. Cap. V. Tempos Históricos. O Archeologo Português, Vol. XV, Lisboa: Museu Ethnographico Português, p. 214-215.

Regime de Protecção:
Classificação de Interesse Nacional por necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas.

Ficha de Inventário MatrizNet

Vila do Bispo recebe o 5th International Tsunami Field Symposium 2017



















No seguimento e cumprimento de Protocolo de Colaboração firmado em outubro de 2014 entre o Município de Vila do Bispo e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Concelho vilabispense irá apoiar e receber o 5th International Tsunami Field Symposium 2017, uma iniciativa que se apresenta como um encontro científico, de escala internacional, que reúne cerca de 80 investigadores e académicos das áreas da Sismologia, da Sismografia, da Geologia, da Geoarqueologia, entre outras, que à escala global estudam fenómenos naturais conhecidos por “tsunamis”.
Na sua edição de 2017, o encontro terá lugar na cidade de Lisboa, na componente teórica, e em saídas de campo práticas, no dia 6 de setembro, precisamente em dois locais do Concelho de Vila do Bispo: no paul da Boca do Rio, em Budens, e no paul do Martinhal, em Sagres. O interesse específico por estes locais prende-se com o facto de preservarem exemplares registos do tsunami gerado pelo grande terramoto de 1755, sendo o exemplo da Boca do Rio um Caso de Estudo de referência a nível global, há décadas conhecido e estudado, em particular por investigadores associados à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
No próximo dia 6 serão abertas trincheiras para visualização dos níveis de depósito sedimentar gerados pelo tsunami de 1755, aproveitando-se a oportunidade para a recolha de amostras estratigráficas para futura integração museológica – projeto EPAC | Equipamento Público de Ação Cultural | O Celeiro da História de Vila do Bispo.
Com o referido apoio o Município também garantirá a promoção internacional do Concelho de Vila do Bispo por via da oferta, aos conferencistas, de materiais de divulgação turística, bem como pela integração do seu logótipo e vídeo promocional no portal do evento.
Além do alcance científico, esta iniciativa terá um justo retorno social numa perspetiva de educação/sensibilização para a temática dos sismos e tsunamis. Como se sabe, o território de Vila do Bispo integra-se numa área de elevada sensibilidade sísmica. Os pósteres científicos produzidos para o Simpósio serão partilhados com o Município para futura utilização em ações destinadas à comunidade loco-regional, particularmente às escolas, com vista à transmissão de conteúdos relacionados com as temáticas investigadas e com corretas condutas de Proteção Civil.
O Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, na qualidade de membro do Comité Organizador do 5th International Tsunami Field Symposium, também convidou o Município a participar neste evento, designadamente com uma comunicação no próprio Simpósio. A comunicação assumirá o formato de Poster Científico intitulado “The Human occupation at paleo-estuary of the Boca do Rio (Vila do Bispo, Algarve, Portugal)” (A ocupação humana no paleoestuário da Boca do Rio), da autoria dos investigadores João Pedro Bernardes (Professor da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve), Felix Teichner (Professor da Philipps-Universität Marburg) e Ricardo Soares (arqueólogo do Município de Vila do Bispo). O poster será apresentado em Lisboa e em plena Boca do Rio, numa visita interpretativa ao sítio arqueológico guiada pelos referidos autores.

Intervenção Arqueológica na Necrópole Romana da Boca do Rio (Budens) 2016

Archaeological intervention at the 
necropolis of Boca do Rio (Budens) 
2016












INTRODUCTION:
The necropolis was known to exist due to the earlier (2003) recovery of human remains. It is thought that the necropolis is quite extensive and is obviously connected to the Roman site at the Boca do Rio below. The site is on a slope and close to the cliff edge. Remains of the necropolis were becoming exposed because of rock falls and cliff erosion and are under further threat from rain water erosion and foot traffic on the cliff top nature trail that runs from the beach at Boca do Rio to Salema. In fact there is one grave exposed in the cliff face. The work this year was primarily to investigate and recover remains before more cliff erosion occurs.
Unfortunately there has also been illegal metal detecting in the area and this makes the excavations even more imperative as continuing policing of the site is difficult. It is also thought that some ‘grave robbing’ may have occurred in the 18/19th century when new buildings were constructed over the Roman site by the beach for the fishing industry under the instructions of the Marquis de Pombal.



EXCAVATION SUMMARY:
The excavations took place in July 2016 with a team of 7 coming from the universities of the Algarve, Évora and Coimbra, directed by João Pedro Bernardes and with collaboration of the archaeologist of the municipality of Vila do Bispo, Ricardo Soares. At locations, which on the surface showed indications of grave presence 5 surveys were made. In these we uncovered 9 graves; one of cremation – being the oldest one – and the other 8 of burials. As the limestone destroyed most of the skeletons we only found bony remains in 3 of the graves. In one of the graves, where the soil contained less lime, a practically complete skeleton was found (header picture).
By the type of grave and associated materials found, the graves can be dated as being from the second half of the 3rd century until the end of the 4th century or early 5th century.

















The oldest grave (cremation) belonged to a child - based on a milk tooth recovered - and was dated to belong to the second half of the 3rd century. In this grave we also found other materials: a coin, a lamp, a small vase and a bowl of terra sigillata imported from Tunisia. Around this grave several burial graves were found that had been dug into the rock and constructed with tiles (tegulae). A grave – also of a child – in a box made of stones was constructed over the ashes of the first grave.
This is the area (area I) where 4 of the above mentioned burial graves have been uncovered with the almost complete skeleton of a woman of 30 - 40 years of age as well as the bony remains identified of another. The other 4 graves that were dug into the rock were found in other areas.
In the 2 graves found in area III no bony remains were identified but only fragments of tegulae, which had outlined the burial space. In one of them, the pit that outlined the area where the body had been deposited could well be identified. In the other it was only possible to identify displaced tegulae indicating the presence of a grave, but which has not been excavated further.
In area II two more graves were found. The first grave was excavated in the rock and contained a few long bones and part of the skull, both in very bad condition. From behind the skull we recovered a coin with traces of fabric attached which must have belonged to the shroud that enveloped the body.
The other grave is richer. A box of 7 x 3.5 Roman feet (2.1 x 1.5 m) had been excavated in the rocks and afterwards covered with a layer of opus signinum (cement), which had already been partly destroyed ('grave robbers'?). This grave is already reminiscent of the Christian sarcophagi, which are found frequently from the 4th century onward. Here we only found the skull of the interred individual who had been buried in a wooden coffin from which it was possible to collect nails and fragments of wood. At his feet was an almost complete glass bottle. This grave, with a NE-SW direction, called for more investigation into its construction.
The excavated graves are in a transition period from cremation to a total and definitive burial, typical of the Christian period. But where are the graves of centuries I and II, relating to occupation of the site of Boca do Rio at this time? Perhaps close to this site?!
All the graves were recorded by geo-reference and by aerial photography using a drone.