Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES

Palavras-chave | Keywords

"Boca do Rio" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Gentes & Paisagens" "Gentes de Vila do Bispo" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menires de Vila do Bispo" "Paisagens de Vila do Bispo" "Tales from the Past" "Vale de Boi" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura arte Arte Rupestre Artefactos Baleeira Barão de São Miguel Base de Dados Bibliografia biodiversidade Budens Burgau Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação Educação Patrimonial EPAC Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Figueira Filme Forte Fotografia Geographia Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade do Bronze Idade do Ferro Idade Média Idade Moderna Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape marisqueio Medieval-Cristão Megalitismo menires Mesolítico Mirense mitos & lendas Moçarabe Moinhos Museologia Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo NIA-VB Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Pré-história Proto-história Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque Referências RMA Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema Santos Rocha São Vicente Seascape Toponímia Vila do Bispo Villa Romana
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Doc/Report Porto Romano da Boca do Rio (Budens)

No dia 1 de novembro do ano de 1755 um poderoso tsunami, gerado pelo Grande Terramoto internacionalmente associado à cidade de Lisboa, além de um nefasto rasto de destruição, foi responsável pela descoberta de um importante sítio arqueológico junto à praia da Boca do Rio, na freguesia de Budens, concelho de Vila do Bispo.
Em setembro de 2018, passados 263 anos e após diversas campanhas arqueológicas de exploração na villa lusitano-Romana da Boca do Rio, encetadas ainda nos finais do século XIX por iniciativa do ilustre pioneiro da investigação arqueológica no Algarve, Sebastião Phillipes Martins Estacio da Veiga, uma equipa luso-alemã de investigadores sedeados nas Universidades do Algarve e de Marburgo, em parceria e com o apoio do Município de Vila do Bispo, descobrem o porto romano que serviu o complexo industrial de preparados piscícolas instalado naquela praia e que laborou ao longo de praticamente 5 séculos.
Tratando-se de um raro contexto arqueológico, o maior e melhor conservado porto romano identificado até hoje em Portugal, aqui partilhamos um curto documentário com os testemunhos dos investigadores associados ao projeto:

João Pedro Bernardes - Universidade do Algarve
Félix Teichner Universidade de Marburgo
Florian HermmanUniversidade de Marburgo
Ricardo Soares - Município de Vila do Bispo



 Mais informações!

Porto Romano com quase dois mil anos descoberto na praia da Boca do Rio, em Budens


Uma equipa luso-alemã das Universidades do Algarve e de Marburgo, em parceria e com o apoio logístico e financeiro do Município de Vila do Bispo, acabam de descobrir o porto romano em melhor estado de conservação identificado até hoje em Portugal. 
Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos na praia da Boca do Rio, no concelho algarvio de Vila do Bispo, localizado no extremo sudoeste da Europa, integram-se no âmbito do projeto de investigação “Boca do Rio – um sítio pesqueiro entre dois mares”, coordenado pelos Professores João Pedro Bernardes, do Centro de Estudos em Artes, Arqueologia e Património (CEAACP) da Universidade do Algarve, e Félix Teichner da Universidade de Marburgo, encontrando-se sedeado no Centro de Acolhimento à Investigação – Núcleo de Investigação Arqueológica de Vila do Bispo.
Situando-se atualmente em zona seca, esta estrutura é formada por um imponente cais em silharia de calcário com mais de 40 metros de extensão, de onde sobressaem pedras perfuradas para amarração de barcos, uma rampa e uma escadaria de acesso à água do antigo paleoestuário da Boca do Rio.
Durante o Período Romano o mar entrava terra dentro, formando uma extensa laguna, o atual Paul da Boca do Rio/Lontreira, em cuja margem direita se desenvolveu um importante complexo de transformação de preparados de peixe, sobretudo a partir de finais do século II d.C., servido pelo porto agora descoberto.
Todo este complexo industrial e respetivo porto faziam parte de uma villa marítima em investigação desde 2016, com uma grande casa voltada ao mar de onde se tem recolhido diversos mosaicos, estuques pintados e muitos outros objetos que documentam a vida quotidiana e as atividades destes nossos longínquos antepassados.
O sítio pesqueiro romano foi abandonado na primeira metade do século V, voltando a ser ocupado com uma armação de pesca do atum no século XVI e, de novo, após o tsunami de 1755, no século XVIII. Estas armações da época moderna (re)aproveitaram as estruturas romanas fundadas nas dunas para aí edificar os seus edifícios que ainda hoje se podem ver no local.
O sítio da Boca do Rio, conhecido internacionalmente por ser um dos locais que melhor preserva o registo do tsunami que se seguiu ao terramoto de 1755, que arrasou Lisboa, Cádis (em Espanha) e boa parte da costa algarvia, reserva, também, um enorme interesse arqueológico. Para além da recém identificada estrutura portuária, existem, sob as dunas, várias fábricas que serviram para a produção de molhos e pastas de peixe, o famoso garum dos Romanos, apresentando, tal como o porto, um estado de conservação verdadeiramente excecional à escala do antigo Império Romano.

História do Mês n.º 42 - ANTÓNIO SANTOS ROCHA: arqueólogo, coletor, colecionador e museólogo da Figueira da Foz e as suas explorações na ruínas Lusitano-Romanas da Boca do Rio

Inaugurada em janeiro de 2015, a ‘História do Mês’ consiste numa iniciativa expositiva do Centro de Interpretação de Vila do Bispo, com a qual se apresenta, mensalmente, um objeto e/ou um associado discurso informativo. Além da investigação, valorização, divulgação e partilha sociocultural de determinados apontamentos e curiosidades da memória coletiva do território, pretende-se, com esta iniciativa, provocar hábitos de visita aos nossos equipamentos culturais.

No mês de junho de 2018, a nossa 42.ª História do Mês aborda os contributos de um dos pioneiros da investigação arqueológica no Concelho de Vila do Bispo, o Dr. António Santos Rocha, arqueólogo, coletor, colecionador e museólogo da Figueira da Foz que também explorou o contexto Lusitano-Romano da Boca do Rio, na Freguesia de Budens.

Visite-nos no Centro de Interpretação de Vila do Bispo!


Villa Romana da Boca do Rio: um sítio pesqueiro entre dois mares 3.ª Campanha Arqueológica (março 2018)

No passado dia 06 de abril foi dada como concluída mais uma campanha arqueológica no contexto Lusitano-Romano da Boca do Rio (Budens). Na verdade, tratando-se de um projeto plurianual, os trabalhos foram temporariamente suspensos, tendo prevista continuidade em setembro deste ano.
Desde os finais do século XIX que a área da villa romana da Boca do Rio tem sido alvo de diversas intervenções arqueológicas, inauguradas, numa perspetiva científica, no ano de 1878, pelo notável pioneiro da arqueologia algarvia, Sebastião Philippes Martins Estacio da Veiga. Curiosamente, a visibilidade arqueológica daquelas ruínas, que remontam aos primeiros séculos da nossa Era, deve-se ao tsunami gerado pelo grande terramoto de 1755.
Passados 140 anos, o Município de Vila do Bispo associa-se à Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e à Philipps University of Marburg, na Alemanha num projeto de investigação designado de “Boca do Rio: um sítio pesqueiro entre dois mares”. Encetado em março e setembro de 2017, este projeto dedica dois meses por ano a trabalhos de campo na área daquele significativo sítio arqueológico. Os trabalhos são dirigidos pelo Professor Felix Teichner (Marburg), sob a coordenação do Professor João Pedro Bernardes (FCHS-UAL’g) e o apoio técnico e científico do arqueólogo municipal, Ricardo Soares.
Assim, se visitarmos aquela praia em março e setembro, torna-se habitual depararmo-nos com diversas escavações arqueológicas e com todo o movimento de equipas de jovens investigadores que ali passam os seus dias a explorar vestígios de um longínquo passado, ecos de um quotidiano romano dedicado à produção de conservas e de outros produtos piscícolas.
Importa explicar que, no final de cada campanha, as sondagens são cobertas por questões de segurança pessoal e de proteção das estruturas arqueológicas registadas, com vista à continuidade da investigação e a um futuro projeto de valorização do local.
Ao longos destas campanhas arqueológicas, as equipas encontram-se sediadas no CAI-NIA-VB – Centro de Acolhimento à Investigação – Núcleo de Investigação Arqueológica de Vila do Bispo, instalações municipais que, em boa-hora, reabilitaram o antigo Jardim de Infância de Budens, servindo, agora, como espaço de acolhimento e laboratório para captação e apoio a projetos de investigação dedicados ao território do Concelho de Vila do Bispo.
No decorrer da campanha do passado mês de março e numa perspetiva de educação patrimonial, os trabalhos foram visitados por crianças inscritas na disciplina de Património Local – Módulo Arqueologia das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s) proporcionadas pelo Município aos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Concelho.


Passeio de Primavera entre a atual aldeia de Budens e a antiga villa romana da Boca do Rio

BUDENS - BOCA DO RIO – BUDENS 10km
21 abril (sábado)
09h00-13h30

atividade integrada no
DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS 2018
PATRIMÓNIO CULTURAL – DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO


No dia 18 de abril de 2018 o ICOMOS (International Council on Monuments and Sites) celebra o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com o tema “Património Cultural – de geração para geração”. Associando-se a esta iniciativa da UNESCO, o Município de Vila do Bispo propõe, no dia 21 de abril, um primaveril percurso pedestre entre a atual aldeia de Budens e a antiga villa romana da praia da Boca do Rio, ao longo do qual serão visitados e interpretados diversificados contextos paisagísticos de ordem natural e cultural, com especial atenção para realidades arqueológicas, históricas e etnográficas que exemplarmente ilustram a evolutiva sequência de presença humana de gentes que forjaram o nosso território com uma genuína combinação de recursos da Terra e do Mar. O percurso será guiado pelo arqueólogo da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Ricardo Soares.

PONTO DE ENCONTRO: 9h00 na Igreja Matriz de Budens
REGRESSO: 13h30 em Budens
DISTÂNCIA: 10 km
DURAÇÃO: 4h30
DIFICULDADE: fácilmedia (considerando a distância)
N.º DE PARTICIPANTES: 25
PÚBLICO-ALVO: população em geral
IDADE MÍNIMA: 10 anos
MATERIAL INDIVIDUAL: calçado de caminhada, chapéu, protetor solar, lanche e água
GUIA: Ricardo Soares (arqueólogo do Município de Vila do Bispo)

Inscrições obrigatórias para efeitos de seguros,
até às 12h00 do dia 20 de abril
telefone +351 282 630 600 ext. 302
telemóvel +351 966 661 527
blogue vila-do-bispo-arqueologica.blogspot.pt

Consulte o PROGRAMA NACIONAL
do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Crianças do 1.º Ciclo das Escolas de Vila do Bispo participam no Restauro e Valorização de Mosaicos Romanos da Boca do Rio

No âmbito da disciplina Património Local - módulo Arqueologia, das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s), oferecida pelo Município de Vila do Bispo às crianças do 1.º Ciclo das escolas do Concelho, a semana de 12 a 16 de março foi dedicada ao tema “Restauro de Mosaicos Romanos da Boca do Rio”.
Para o efeito, foram promovidas uma série de saídas de campo guiadas pelo arqueólogo municipal à praia da Boca do Rio, em Budens, contexto de onde foi trasladado, em 2010, um pavimento de mosaicos tesselados de época romana que se encontrava em risco de destruição e consequente perda pelos graduais e irrefreáveis avanços do mar.
No local, além do contacto e da interpretação das envolventes paisagens naturais e culturais, as crianças tiveram a oportunidade de visitar uma escavação arqueológica desenvolvida por uma equipa de jovens pesquisadores alemães, sedeados na Universidade de Marburg e sob a direção do Professor Felix Teichner.
Esta campanha enquadra-se num projeto de investigação inaugurado em 2017, numa parceria entre o Município de Vila do Bispo e a Universidade do Algarve, sob a coordenação científica do Professor João Pedro Bernardes. O projeto plurianual decorre ao longo dos meses de março e de setembro, visando um melhor entendimento de um excecional contexto arqueológico que se traduz, ao momento, como a mais significativa villa romana conhecida na costa algarvia. Especializado na produção de preparados piscícolas, este complexo industrial e habitacional documenta uma longa e contínua ocupação humana, entre o século I e o século V d.C.
A segunda etapa destas nossas visitas de estudo passou por uma oficina de restauro, montada num dos armazéns das instalações municipais localizadas no Monte de Santo António, em Vila do Bispo. Desde o dia 14 de fevereiro, este espaço acolhe uma equipa dedicada ao restauro e à conservação do referido pavimento de mosaicos, retirado em 2010 da Boca do Rio. As crianças foram recebidas pelo Dr. José António Pereira, responsável técnico pelos trabalhos, que lhes transmitiu uma série de informações relativas às operações ali desenvolvidas.
No regresso à escola, as crianças receberam ainda uma ficha com informações sobre os mosaicos romanos da Boca do Rio, complementada com um exercício de ilustração onde poderão desenvolver expressão artística sobre as técnicas de composição geométrica desta arte decorativa com mais de dois milénios de história.
Além de uma imediata proteção, a iniciativa municipal “Restauro e Valorização dos Mosaicos Romanos da Boca do Rio” assume, como fim último, a valorização e justa partilha sociocultural de uma importante peça do património arqueológico do Concelho de Vila do Bispo, integrando-a no discurso museológico de um novo espaço cultural do Concelho, cuja obra teve início no passado mês de fevereiro: o Projeto EPAC| Equipamento Público de Ação Cultural – O Celeiro da História de Vila do Bispo.
Quanto às nossas crianças... elas são as legítimas herdeiras de um incrível legado patrimonial ainda existente no território que habitam. Com estas ações de educação patrimonial, as crianças enfrentarão o futuro de forma mais consciente e responsável, assumindo uma competente missão de gestores da sua própria herança coletiva.




Se ficou curioso, esteja atento!
Em breve será divulgada mais uma iniciativa em torno do Restauro e Valorização de Mosaicos da Boca do Rio, desta feita dirigida ao público em geral...