Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES

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"Boca do Rio" "Cabranosa" "Cerro do Camacho" "Concheiro do Castelejo" "Ermida da Guadalupe" "Farol de São Vicente" "Fauna e Flora" "Fortaleza de Sagres" "Forte de Almádena" "Forte de Beliche" "Gentes & Paisagens" "Geologia e Paleontologia" "História do Mês" "Martinhal" "Menir da Lomba da Góia" "Menir de Arneiros" "Menir de Aspradantas" "Menir de Bem Parece" "Menires de Milrei" "Menires de Santo António" "Menires de Vila do Bispo" "Menires do Monte dos Amantes" "Menires do Padrão" "Paisagens de Vila do Bispo" "Pedra Escorregadia" "Tales from the Past" "Vale de Boi" "Vale de Gato de Cima" 3D Abrigo Antiguidade Clássica Apicultura ArqueoAstronomia Arqueologia Experimental Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Arqueologia Subaquática Arquitectura arte Arte Rupestre Artefactos Baleeira Bibliografia biodiversidade Budens Calcolítico Carta Arqueológica de Vila do Bispo Cartografia Cetárias Cista CIVB-Centro de Interpretação de Vila do Bispo Complexo industrial Concheiro Conservação e Restauro Descobrimentos Divulgação Educação Patrimonial EPAC Escolas & Paisagens de Vila do Bispo Espeleo-Arqueologia Estacio da Veiga Estela-menir Etnografia Exposição Farol Figueira Filme Forte Grutas Homem de Neandertal Idade Contemporânea Idade do Bronze Idade do Ferro Idade Média Idade Moderna Iluminados Passeios Nocturnos Ingrina Islâmico Landscape marisqueio Medieval-Cristão Megalitismo menires Mesolítico Mirense mitos & lendas Moçarabe Moinhos Museologia Navegação Necrópole Neo-Calcolítico Neolítico Neolítico Antigo Paleolítico Património Edificado Património natural Património partilhado Pedralva Pesca Povoado Pré-história Proto-história Raposeira Recinto Megalítico/Cromeleque RMA Romano Roteiro Sagrado Sagres Salema São Vicente Seascape Toponímia Vila do Bispo Villa Romana
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Campanha Arqueológica na estação Lusitano-Romana da Boca do Rio 2017


















Dando continuidade a uma já longa relação de colaboração interinstitucional e a anteriores iniciativas de investigação, a estação Lusitano-Romana localizada em plena praia da Boca do Rio, em Budens, recebe, durante o mês de setembro, mais uma campanha arqueológica promovida pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, com o habitual apoio do Município de Vila do Bispo.
Os trabalhos serão dirigidos pelo Professor Doutor João Pedro Bernardes, da UALg, e contam, desta feita, com o contributo de uma equipa de investigadores oriundos da Universidade de Marburgo, na Alemanha, coordenada pelo Professor Felix Teichner, arqueólogo que dará assim continuidade às ações realizadas no início do ano na Boca do Rio.
De recordar que, em março deste ano, uma multidisciplinar equipa internacional, composta por arqueólogos e geólogos, desenvolveu investigação no arqueossítio romano da Boca do Rio. Durante duas semanas foi realizada uma série de sondagens não invasivas com o recurso a um cruzamento de diferentes métodos de prospeção geofísica, permitindo, assim, descortinar evidências de estruturas e de outras “anomalias” de origem humana ocultas no subsolo da área.
Os trabalhos foram coordenados pelo Professor Doutor Felix Teichner, da Universidade de Marburg, e contaram com o contributo de investigadores sedeados em outras universidades alemãs, Colónia e Aix-la-Chapelle.
A campanha que agora se inicia e que se desenvolverá ao longo de todo o mês de setembro pretende confirmar, por via de sondagens arqueológicas, as “anomalias” geofísicas registadas em março, prevendo-se uma série de inéditas novidades relativas à dimensão e organização espacial e funcional daquele importante estabelecimento romano que, desde o século XIX, tem vindo a revelar uma contínua presença humana entre meados do século I e o século V d.C.
De referir que todos estes trabalhos, e os respetivos investigadores, têm sido acolhidos no NIA-VB – Núcleo de Investigação Arqueológica de Vila do Bispo, um novo equipamento municipal que reabilitou as desativadas instalações do antigo Jardim de Infância de Budens. Em 2017, a “taxa de ocupação” do NIA-VB já superou as expectativas iniciais, demonstrando que se trata de um excelente polo de atração de investigação, uma distintiva oferta municipal que se traduz em retorno científico, em conhecimento sobre o território concelhio, mas também na animação sociocultural de localidades como Budens e Vale de Boi – um diferenciado conceito de “Turismo Científico”!
A seu tempo, o desenvolvimento deste projeto será justamente partilhado com a comunidade loco-regional, em diversas ações de arqueologia pública/social e nos canais de divulgação da Autarquia e imprensa regional... esteja atento!!!

Balanço do 5th International Tsunami Field Symposium 2017

Conforme programado, o concelho de Vila do Bispo dedicou o dia 6 de setembro ao importante tema “Tsunamis”. As saídas de campo realizadas no paul da Boca do Rio e no paul do Martinhal, no âmbito do 5th International Tsunami Field Symposium 2017, reuniram cerca de 60 investigadores internacionais de áreas como a Sismologia, a Sismografia, a Geologia, a Geoarqueologia, entre outras. Dedicados ao estudo de fenómenos naturais conhecidos por “tsunamis”, estes académicos encontram-se sedeados em Universidades e Centros de Investigação de países tão diversos como distantes: Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Polónia, Inglaterra, Escócia, Marrocos, Estados Unidos da América, Japão, Singapura, Austrália, etc.
Como se sabe, os paleoestuários da Boca do Rio e do Martinhal preservam exemplares registos do tsunami produzido pelo grande terramoto de 1755, reconhecidos como significativos Casos de Estudo à escala global. Conhecido mundialmente por “Grande Terramoto de Lisboa”, esta colossal catástrofe natural foi, dentro do seu género, a mais violenta registada em Portugal nos últimos 3000 anos, sendo um dos 10 mais potentes abalos sísmicos assinalados mundialmente, desde que existe registo científico! Considerado a raridade e a expressão do fenómeno, foram abertas trincheiras nos atuais estuários da Boca do Rio e do Martinhal, para visualização dos níveis de depósito arenoso gerados pelo histórico tsunami, aproveitando-se a oportunidade para a recolha de amostras estratigráficas e sedimentares para posterior investigação laboratorial (ver fotografias anexas).
O  grupo também teve a oportunidade de visitar as escavações arqueológicas que decorrem, até ao final de mês de setembro, na villa lusitano-romana da Boca do Rio, investigação desenvolvida pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e pela universidade alemã Philipps-Universität de Marburg, com o apoio do Município. De recordar que o tsunami de 1755 foi responsável pela visibilidade arqueológica que aquelas ruínas de época romana ganharam desde então.
O acolhimento e apoio do Município à realização do 5th International Tsunami Field Symposium 2017, iniciativa promovida pelo Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, permitiu o estreitamento de importantes laços interinstitucionais que potenciarão, no futuro, o desenvolvimento de ações científicas, justamente traduzidas e de alcance social, numa perspetiva de educação/sensibilização para a temática dos sismos e tsunamis. Estas iniciativas serão destinadas à comunidade loco-regional, particularmente às escolas, com vista à transmissão de conteúdos relacionados com corretas condutas de Proteção Civil. Com o apoio e acolhimento a este encontro científico, o Município também garantiu uma efetiva promoção internacional do seu território, já numa perspetiva de Turismo de Lazer e de Turismo Científico.
De referir, ainda, que esta iniciativa mereceu uma especial atenção dos Meios de Comunicação Social, tendo sido amplamente divulgada em jornais regionais e nacionais, bem como em dois programas televisivos da RTP: transmissão em direto no programa “Bom Dia Portugal” e reportagem no programa “Portugal em Direto”.