Feliz de quem tiver uma PEDRA em SAGRES
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Sagres no 1.º Congresso Internacional "Santuários"

Santuários, Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, 
Paisagens e Pessoas

- 14 setembro 2014 Alandroal Portugal

Os SANTUÁRIOS como espaços de devoção em todos os tempos e em todas as culturas é o objecto de análise deste congresso, onde se desafiam todos aqueles que vivem e estudam os santuários: antropólogos, arqueólogos, arquitectos, artistas plásticos e performativos, biólogos, conservadores/restauradores, crentes, 
devotos e peregrinos, curadores, escritores, designers, 
filósofos, gastrónomos, geólogos, historiadores, 
historiadores de arte, médicos, musicólogos
músicos e musicólogos, psicólogos, 
sacerdotes, sociólogos 
e todos aqueles que entendam que o seu trabalho ou a sua devoção tem uma relação com um conceito amplo de santuários. 


A região de Sagres | Vila do Bispo vai estar presente no 1.º Congresso Internacional dedicado ao tema "Santuários", a realizar-se no Alandroal em setembro de 2014, o que faz todo o sentido, basta recuperar a origem do mais remoto topónimo da região:
Promontorium Sacrum - Promontório Sagrado - Sagres.
Município de Vila do Bispo apoia a presença no Congresso Santuários, de dois dos seus técnicos, Artur Jorge de Jesus (Licenciado em História) e Ricardo Soares (Arqueólogo), que vão assim apresentar duas comunicações complementares acerca da sacralização das paisagens de Sagres ao longo da história.
De facto, o território do Cabo de Sagres/São Vicente manifesta uma muito remota, intensa e contínua exploração mágico-religiosa, desde os primórdios da sua ocupação humana até aos nossos dias, realidade que se pretende aflorar por via de um discurso partilhado entre a investigação arqueológica e a leitura histórica, entre os nossos menires e o culto de São Vicente...

Comunicações:

O Promontorium Sacrum: uma intemporal paisagem sagrada
Ricardo Soares – Arqueólogo | Câmara Municipal de Vila do Bispo

Na sua maior parte, os estudos dedicados aos antigos cultos focam-se, particularmente, nas divindades e/ou nos respectivos palcos sagrados, subvalorizando, regra geral, as paisagens e outros aspectos ambientais, potencialmente determinantes para os fenómenos de sacralização de loci naturais.
Desde sempre, o Homem foi atraído por determinadas paisagens naturais, carregadas de forças ingénitas. Estes locais místicos, geralmente ermos, designadamente picos de montanha, nascentes, rios, cavernas, rochedos e promontórios, foram sacralizados e monumentalizados enquanto suportes de discursos simbólicos e de construções culturais, recipientes de memórias colectivas de identidade local – sítios que adquirem sentido para além dos sentidos. Arquitecturas mentais que se edificam sobre pilares naturais e humanos, numa teia de símbolos, mitos e rituais que investem a paisagem de multi-significâncias. Desde a aurora da Humanidade que as paisagens de Sagres receberam cultos mágico-religiosos que por aqui se fixaram pela atracção da finisterra, evoluindo para discursos religiosos, petrificando-se nos menires, vencendo os tempos, cristianizando-se, santificando-se, edificando-se nos templos, expandindo-se em procissões, romarias e peregrinações, migrando, globalizando-se...

O Cabo de São Vicente: histórias, letras e sentimentos
Artur Vieira de Jesus – Licenciado em História | Câmara Municipal de Vila do Bispo

A comunicação versará em torno do espaço mítico do Cabo de São Vicente, mediante a realização de um percurso por factos ou situações ocorridas, ou relacionadas com o local, onde, por vezes, a escrita e a sentimentalidade humanas se entrecruzam.
Em termos cronológicos serão abordadas algumas situações entre os séculos XV e o nosso tempo.

Site Oficial

CIEBA: Centro de Investigação em Estudos de Belas-Artes
FBAUL: Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
congresso.santuarios@gmail.com